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13 de Fevereiro de 2017, 17h:00 - A | A

GERAL / CAMPO NOVO DO PARECIS

Desabrigados começam a receber doações de alimentos e vestuário

Foram arrecadados cinco mil quilos de alimentos, que resultaram em 650 cestas básicas –suficientes para manter por 30 dias uma família de quatro pessoas.

Assessoria

Voluntários passaram de casa em casa para levantar as necessidades de cada família

Voluntários passaram de casa em casa para levantar as necessidades de cada família

DA REDAÇÃO



A Defesa Civil do Estado começou a entregar os kits com roupas e mantimentos para os atingidos pela enchente em Campo Novo do Parecis (444 km de Cuiabá) na tarde desta segunda-feira (13), após levantamento realizado nas 750 casas atingidas.

Conforme dados da Defesa Civil, foram arrecadados cinco mil quilos de alimentos, que resultaram em 650 cestas básicas –suficientes para manter por 30 dias uma família de quatro pessoas.

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Com a união e a solidariedade dos moradores, a instituição também reuniu 2.500 peças de roupa, 350 colchões, 2 mil litros de água, 250 travesseiros, 200 caixas de leite, além de outros produtos. A arrecadação foi encerrada às 18 horas de domingo.

Na manhã desta segunda-feira, 70 voluntários passaram de casa em casa para levantar as necessidades de cada família e, após o almoço, iniciou a distribuição dos donativos, mesmo embaixo de chuva.

“Deixei tudo em casa, desde ontem cedo que a gente está nessa luta e vamos conseguir”, garantiua artesã Maria Heidemann, de 56 anos, que decidiu ser voluntária na arrecadação de doações para quem perdeu quase tudo.

Assim como Maria, centenas de moradores se juntaram à Defesa Civil do Estado e à Segurança Pública para confortar e ajudar as três mil pessoas atingidas pela inundação. Pelos cálculos da instituição, só no sábado, 300 pessoas atuaram como voluntários, sendo eles 200 populares e 100 funcionários do Executivo Municipal.

Quando a água começou a subir, na madrugada de sábado, a mobilização já era grande. Cada um ajudava como podia, inclusive com barcos, botes e caiaques.

Quando Pedro Henrique Finoto acordou, o celular dele estava cheio de mensagens de amigos do grupo de pescaria. A ideia era reunir o maior número de embarcações para ajudar na retirada das famílias. Às 7h30, Pedro, que tem 33 anos, estava no Bairro Jardim das Palmeiras, juntamente com os colegas.

No domingo (12) os voluntários trabalhavam sem parar, no ginásio municipal, recebendo, selecionando e separando as doações que não paravam de chegar. Apesar do drama, o prazer em poder ajudar quem havia perdido quase tudo mantinha o brilho no olhar dos voluntários.

“A gente se disponibiliza e luta por eles. É muita satisfação, um sentimento que não tem como falar”, tentou descrever Vanessa Saboia Pitta, de 57 anos, sempre com um sorriso no rosto.

Segundo o gerente de articulação e comando da Defesa Civil, sargento BM Wagner Rosa, que acompanha as ações no local, o estado de alerta está mantido e as equipes da Defesa Civil estão no bairro Jardim das Palmeiras para monitorar a situação.

“As famílias que estavam abrigadas na escola municipal do bairro já retornaram para casa, mas toda a estrutura montada na escola continua à disposição dos moradores para atendê-los a qualquer momento”, assegurou.  

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