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Cuiabá, 24 de Junho de 2026
24 de Junho de 2026

08 de Julho de 2019, 09h:20 - A | A

GERAL / MORTE NA MIGUEL SUTIL

CRM diz que médica que atropelou verdureiro e fugiu sem prestar socorro não faltou com ética

Médica ainda não foi julgada pela comissão de médicos e ela ainda pode ter o registro profissional cassado.

MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO



Parecer de um relatório do Conselho Regional de Medicina (CRM) indica que, apesar de ter atropelado, matado e fugido do local, sem prestar socorro, a médica Letícia Bortolini não infringiu o Código de Ética Médica, no caso que vitimou o verdureiro Francisco Lúcio Maia, 48 anos, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá.

No entanto, CRM destaca que a médica não foi inocentada (e nem culpada), pois o relatório, produzido pelo conselheiro instrutor, ainda será apreciado por uma comissão de médicos que avalia o caso. Significa que a médica ainda pode ter o registro profissional cassado por conduta imcompátivel ao exercício da profissão.

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O CRM também condenou o vazamento das informações feito pela assessoria de imprensa da médica e destacou que a profissional pode responder juridicamente pela conduta, já que o processo é sigiloso.

No vazamento do relatório, a assessoria da médica afirma ainda que a assessoria jurídica do CRM não teria competência para analisar o caso - situação que seria o motivo para inocentar Letícia Bortolini.

“Acato, por seus próprios fundamentos o parecer emitido pela Assessoria Jurídica do CRM-MT nas FLs 479 a 482, onde opina pelo acolhimento da preliminar de inexistência de infração ética e incompetência do CRM-MT”, teria afirmado o conselheiro, em despacho assinado no último dia 25.

A denúncia começou a ser apurada pelo CRM há um ano após a médica ter atropelado e causado a morte do verdureiro Francisco Lúcio Maia, em abril do ano passado.

Na esfera criminal, a médica responde a uma ação penal, em fase de instrução. A oitiva de Letícia foi suspensa, por determinação do desembargador Orlando de Almeida Perri, que acolheu um pedido da defesa da profissional. O depoimento da médica só ocorrerá após o advogado dela ter acesso a todos os laudos, imagens e fotografias feitas pela perícia, inclusive aquelas não utilizadas no inquérito.

Entenda

O acidente aconteceu no dia 14 de abril de 2018 por volta das 19h30, próximo à rotatória que dá acesso ao Bairro Cidade Verde, na Avenida Miguel Sutil. Francisco voltava para casa com o seu carrinho de feira quando o Jeep da médica o atingiu próximo ao canteiro central.

“Só quando os médicos do Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] atestaram a morte que caiu a ficha. Foi aí que desabei de vez e comecei a chorar compulsivamente”, lembra Francinilda da Silvia Lúcio, de 25 anos, uma das três filhas do verdureiro.

O caso ganhou grande repercussão na imprensa já que a médica tinha acabado de sair de uma festa open bar (bebida à vontade) quando atropelou o trabalhador a mais de 100 km/h em uma via onde a velocidade permitida é apenas de 60 km/h. No banco do carona estava seu marido, também médico, Aritony de Alencar Menezes. Os dois fugiram do local sem prestar socorro à vítima.

Em 11 de setembro do ano passado, cinco meses depois do acidente, o promotor Vinicius Gahyva Martins, da 1º Promotoria de Justiça Criminal, denunciou Letícia pela prática de quatro crimes: homicídio doloso (quando não há intenção de matar), omissão de socorro, embriaguez ao volante, e por se afastar do local do acidente fugindo da responsabilidade

Comente esta notícia

Guto 08/07/2019

é isso ai, só quem perde é quem morre infelizmente, quem sofre é a família do senhor que foi assassinado, se com os vídeos, com o carro arrebentado, o marido q tava junto e deve ter dado depoimento essa moça nao tem culpa, então eu quem devo ter culpa, só pode ser brincadeira, Brasil onde o poste sempre mijou no cachorro, quem tem dinheiro ta sempre por cima e o pobre só se ferra nas mãos desses desgraçados.

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ana 08/07/2019

em outro site esta dizendo que a assessoria da medica não esta falando a verdade e que o CRM ainda não falou nada

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2 comentários