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11 de Dezembro de 2016, 07h:40 - A | A

GERAL / METADE DO PREÇO

Baixo número de carros restringe atuação do Uber em Cuiabá; usuários reclamam

Dentre os pontos negativos que são apontados nas avaliações do aplicativo estão a pouca frota de carros, a forma de pagamento e a falta de veículos circulando a noite.

CELLY SILVA
FRANCISCO BORGES



Em funcionamento desde o dia 25 de novembro, o aplicativo de transporte individual Uber apesar de bem-vindo pela maioria dos usuários, por conta do preço e do bom atendimento, não é unanimidade. Isso porque o número de carros ainda não é suficiente para suprir a demanda, por exemplo.

“Não é o trabalho principal, a maioria são pais de família, que estão trabalhando para ganhar um extra e, a noite, é considerado muito perigoso, mesmo não trabalhando com dinheiro”, afirma o motorista do Uber.

Em uma viagem feita com o motorista Felipe de Almeida, o questionou sobre algumas das reclamações que já foram possíveis detectar nos comentários do aplicativo no Google Play e também nas redes sociais.

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Com relação a falta de carros, o motorista “parceiro” do Uber, como são chamados, concorda e diz que realmente“está faltando muito carro, mas só tem duas semanas”, pondera. “Eu acho que no máximo em mais duas semanas já deve ter dobrado a frota. Hoje deve ter em torno de 200 a 300 carros, no máximo”, afirma.

No entanto, em conversa com outros motoristas, a informação é de que metade dos cadastrados ainda não podem exercer a atividade pois estão aguardando a emissão do registro de condutor profissional por parte do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).  

Outra grande reclamação entre os usuários de Cuiabá e Várzea Grande é a falta de veículos disponíveis a noite e durante a madrugada, o que leva as pessoas que saem para se divertir e beber tenham que utilizar o táxi, que acaba saindo mais caro, por conta da bandeira 2.

"Se começar a operar com dinheiro, eu não vou aceitar dinheiro, eu vou aceitar só cartão de crédito ou de débito porque a partir do momento que você começa a aceitar dinheiro, já tem que andar com troco".

Sobre isso, Felipe explica que a maioria dos “Ubers” exercem a atividade como um segundo trabalho. “Não é o trabalho principal, a maioria são pais de família, que estão trabalhando para ganhar um extra e, a noite, é considerado muito perigoso, mesmo não trabalhando com dinheiro”, afirma.

Ainda na lista de pontos negativos do aplicativo, em Cuiabá, está a falta de veículos disponíveis em algumas regiões da cidade, enquanto em outros pontos há grande aglomeração, como no Centro da cidade, por exemplo. Para Felipe de Almeida, isso não procede.

“Acontece que quando começa o dia, o motorista começa da casa dele, independente de onde ele mora, se ele mora lá no Tijucal, ele começa no Tijucal. Ele pega um passageiro no Tijucal e traz para a Avenida do CPA. Na hora que ele chega na Avenida do CPA, já tem uma outra chamada aqui na avenida do CPA para ir lá no aeroporto. Então, o motorista do Uber não tem ponto, ele fica rodando o tempo todo. Terminando uma corrida, já tem outra chamada perto de onde ele terminou essa corrida, então, fica bem espalhado. Só que a demanda maior é no Centro”, diz.

Também há registros de avaliações negativas com relação aos motoristas que, por não conhecerem os trajetos, ficam dependendo do GPS e, mesmo assim, acabam se perdendo, deixando a corrida mais longa e cara. O motorista do Uber sugere para esses motoristas que usem ferramentas como o Google Maps e o Waze.

"Daqui a pouco, o motorista que já não trabalha de noite, também não vai trabalhar de dia por medo, o risco é muito grande”, argumenta o parceiro do Uber.

 

“São aplicativos que têm uma fidelidade muito grande com essa questão de tráfego e rota. Por mais que o cara nem conheça Cuiabá e Várzea Grande, esses dois aplicativos sempre dão o menor tempo, menor distância. Dificilmente esses aplicativos erram”, comenta Felipe.

Também existe uma demanda muito grande pela forma de pagamento em cartão de débito ou dinheiro. Atualmente, o Uber em Cuiabá só tem aceitado a opção cartão de crédito. Almeida defende que essa única forma de pagamento seja mantida para garantir a segurança dos trabalhadores.

“Eu sou a favor só do cartão de crédito e, no máximo, cartão de débito. Se começar a operar com dinheiro, eu não vou aceitar dinheiro, eu vou aceitar só cartão de crédito ou de débito porque a partir do momento que você começa a aceitar dinheiro, já tem que andar com troco. Daqui a pouco, o motorista que já não trabalha de noite, também não vai trabalhar de dia por medo, o risco é muito grande”, argumenta o parceiro do Uber. 

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Paulo 12/12/2016

Acho que Uber aqui vai ser dai pra pior se o Uber não rever as tarifas cobradas em Cuiabá, motorista hoje paga pra trabalhar pro uber, roda dia todo e o uber embolsa 25% limpinho enquanto motorista paga combustível pneu óleo manutenção do veículo e o desgaste do veículo motorista esperto coloca tudo na ponta do lápis vai ver que negócio não tem vantagem nenhuma.

Eduardo Alvarenga 12/12/2016

Povo gosta de reclamar, porque quem reclama, não compra um carro, tira carteira e começa a atender para ajudar??? Quem tem carro, entra nessa se querer; outra, esse meio e novo e alternativo.

Marcos 12/12/2016

Tenho usado com frequência e apesar de aínda demorar um pouquinho o preço das corridas é infinitamente mais barato. Do meu bairro recanto dos pássaros ao aeroporto custa um terço táxi normal.

3 comentários

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