DA REDAÇÃO
A Prefeitura de Cuiabá lançou, nesta terça-feira (19), uma nota pública reafirmando a postura do prefeito Mauro Mendes (PSB) em somente negociar com os 82 médicos grevistas após a suspensão da paralisação, que já dura 44 dias e foi considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Mendes já autorizou o corte de pontos dos médicos faltosos desde o mês passado e determinou, na semana passada, a abertura de processos administrativos disciplinares (PAD’s) contra os grevistas. O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed-MT) entrou com liminar na tentativa de receber os salários cortados.
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De acordo com a Prefeitura, dos 720 médicos do quadro do município, apenas 82 aderiram ao movimento paredista. A nota afirma ainda que a Secretaria de Saúde de Cuiabá já está tomando as providências para contratar emergencialmente novos médicos para substituir os que estão em greve.
Por outro lado, o Sindimed-MT mantém a paralisação para forçar o Executivo a atender a pauta de reivindicações, na qual constam o pagamento de horas extras e a implantação do piso nacional dos médicos que é de R$ 12.993 por 20 horas semanais. Em Cuiabá, o salário pago pela Prefeitura é de R$ 3.800, o que, segundo o sindicato, é o pior salário da categoria no Estado e tem afastado os interessados em prestar concurso público no município.
Leia a nota na íntegra:
Diante da decisão do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed-MT) de manter a greve ilegal em Cuiabá, a Prefeitura Municipal de Cuiabá, por meio da Secretaria de Saúde, vem a público esclarecer o que segue:
1- O município de Cuiabá possui atualmente 720 médicos em seus quadros, sendo que, destes, apenas 82 aderiram à greve do sindicato, numa verdadeira afronta ao Estado de Direito e ao Tribunal Justiça de Mato Grosso, e um desrespeito à população que necessita dos serviços públicos de saúde.
2 - A greve foi considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça, que arbitrou multas diárias por desobediência que já ultrapassam a casa dos R$ 2,8 milhões, sem, contudo, que o Sindimed-MT se digne a cumprir a decisão da instância máxima do Judiciário mato-grossense;
3- - Diante da radicalização do Sindimed-MT, a Secretaria Municipal de Saúde tomará todas as providências legais e administrativas cabíveis para assegurar o funcionamento deste serviço que é essencial à população, bem como para punir os faltosos com o corte de ponto, por entender que quem não trabalha não direito a receber;
4 - A Secretaria Municipal de Saúde também tem feito todo o esforço necessário para contratar emergencialmente novos médicos para substituir os 82 faltosos, até que a situação volte à normalidade;
5 - A Prefeitura de Cuiabá reitera seu compromisso prioritário com a saúde pública e seus profissionais, tanto que promove a maior ampliação da rede de serviços de saúde da história do município, com a construção de três novas UPA’s, o novo Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá, além de ter aberto o primeiro hospital público de Cuiabá em 31 anos, que é o Hospital São Benedito, responsável por zerar a fila da neurocirurgia e já ter realizado mais de 2 mil cirurgias de alta complexidade, entre outras obras e ações;
6- Reitera também que mantém uma relação respeitosa e de alto nível com todas as categorias de servidores públicos, tendo resgatado direitos e concedido benefícios a todas elas, mesmo num cenário de crise econômica que afeta todo o país. Porém, apenas a atual diretoria do Sindimed-MT se recusa a negociar responsavelmente com o município, patrocinando uma greve sem fundamento e ilegal;
7 - Portanto, em respeito ao Poder Judiciário de Mato Grosso, à maioria absoluta dos médicos que estão trabalhando e à população, a prefeitura reitera sua disposição de retomar o diálogo com os médicos, assim que o sindicato suspender a greve ilegal e os 82 médicos voltarem aos seus postos de trabalho.
Cuiabá-MT, 19 de abril de 2016.
Prefeitura de Cuiabá
Secretaria Municipal de Saúde









