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Cuiabá, 24 de Junho de 2026
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07 de Fevereiro de 2020, 19h:20 - A | A

GERAL / TRAGÉDIA DA VALLEY

Advogado de médica que matou verdureiro vai defender motorista que atropelou jovens na balada

Giovani Santin, que faz a defesa de Letícia Bortolini, assumiu caso de Rafaela Screncio, acusada pela morte de duas pessoas na Avenida Isaac Póvoas

ANDRÉIA FONTES
DA REDAÇÃO



Professora denunciada pela morte de dois jovens em frente à boate Valley Pub, em Cuiabá, tem novo advogado de defesa. Giovani Santin, que já defende outro caso polêmico de morte em trânsito, é quem assumiu o caso de Rafaela Screncio da Costa Ribeiro.

A denúncia contra Rafaela por crime de homicídio, na modalidade de dolo eventual (por duas vezes), e homicídio tentado, foi recebida pela Justiça no dia 31 de outubro do ano passado e Santin protocolou procuração nos autos no dia 20 de janeiro deste ano. Ele terá 10 dias para fazer a defesa prévia.

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Santin afirma que ainda precisa conhecer o processo contra Rafaela para poder comentar o caso, mas garante que dentro do prazo determinado pelo juiz da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, Flávio Miráglia, apresentará a defesa.

Em relação ao outro caso que defende, que envolve a médica Letícia Bortolini, Santin afirma que há semelhanças jurídicas, mas as “situações fáticas são diferentes”.

Relembre os casos

Rafaela Screncio responde pelas mortes de Mylena de Lacerda Inocêncio e Ramon Alcides Viveiros e ainda pelos ferimentos provocados em Hya Giroto Santos. Os três jovens deixavam casa noturna na Isaac Póvoas, na madrugada do dia 23 de dezembro de 2018, quando foram atropelados por Rafaela. Mylena morreu no local. Ramon dias depois. Hya ficou em coma até o dia 2 de janeiro do ano passado.

Rafaela é acusada de provocar o atropelamento por estar embriagada e em velocidade acima do permitido na avenida.

Já a médica Letícia Bortolini responde pela morte do verdureiro Francisco Lúcio Maia, 48, atropelado na Avenida Miguel Sutil no dia 14 de abril também de 2018.  Denúncia do Ministério Público do Estado, acolhida na íntegra pela Justiça, é pelos crimes de homicídio doloso, omissão de socorro, se afastar do local do sinistro para fugir à responsabilidade e por conduzir embriagada.

Neste último caso, o advogado Giovane Santin afirma que o processo aguarda novos laudos da Politec para ter andamento.

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