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22 de Janeiro de 2017, 18h:00 - A | A

GERAL / SISTEMA BANALIZADO

20% dos condenados monitorados voltam a cometer crimes em MT

O juiz Vara de Execução Penal, Geraldo Fidélis, diz que o índice pode crescer, caso não haja investimentos em equipamentos de controle

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Em MT, são aproximadamente 2,5 mil condenados que têm o benefício do regime semiaberto e são monitorados

Em MT, são aproximadamente 2,5 mil condenados que têm o benefício do regime semiaberto e são monitorados

FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO



A "banalização" do sistema de monitoramento de presos, por meio das tornozeleiras eletrônicas, tem contribuído para aumentar o medo entre os cidadãos, o índice de violência em Cuiabá e em algumas cidades de Mato Grosso.

Atualmente, no Estado, são aproximadamente 2,5 mil condenados com o benefício do regime semiaberto e monitorados.

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Os infratores, no entanto, aproveitam a “liberdade” para burlar o sistema e voltar a cometer crimes - na maioria dos casos, assaltos, roubos, furtos, tráfico de drogas e até homicídios.  

Dados obtidos pelo apontam que o número de condenados monitorados que voltam  a cometer crimes chega a 20%.

Segundo o juiz Vara de Execução Penal, Geraldo Fidélis, esse índice pode crescer, caso não haja investimentos na compra de equipamentos para aumentar o controle.

Para o magistrado, a tendência é de que o número presos monitorado por tornozeleira aumente, em razão do plano emergencial do Governo, de esvaziar as prisões.

Ele defendeu que aquisição de novo aparelhos de localização aumente proporcionalmente, além da reestruturação do sistema penitenciário, sob pena de os presos irem para as ruas sem tornezeleiras, já que não poderão ficar no regime fechado.

Plano emergencial 

O plano de ação emergencial do Governo e da Justiça é diminuir o contingente nas unidades prisionais, principalmente daqueles que praticaram crimes considerados de “menor potencial ofensivo”, como roubos, furtos e tráfico de drogas.

Na tentativa de reverter a situação, recentemente, foi assinado entre o governador Pedro Taques (PSDB) e mais oito chefes de Executivo e a Presidência da República, um pacto para melhorar o sistema de vigilância nas fronteiras.

O objetivo é combater a entrada de drogas no país.

No entanto, no mesmo plano também está prevista a revisão nos processos de quem já cumpre pena, com vistas a saber sobre a possibilidade de progressão, o que ajudaria a tirar os presídios da superlotação.

Por conta dessas superlotações, mais de 80 presos foram mortos, em sangrentas rebeliões em presídios no Norte do país.  

“A sensação de impunidade é alta e isso gera muita insegurança. Não queremos isso. Sabemos que de cada dez, pelo menos oito condenados que usam o monitoramento não volta para o crime”, disse o juiz Geraldo Fidélis ao .

Se, por um lado, há o problema do sistema carcerário, que não teve investimentos nos últimos 10 anos, conforme relatou o governador recentemente, por outro, a população que está apavorada com os crimes cometidos por presos monitorados por tornozeleira eletrônica.

Fidélis explicou à reportagem que na execução penal o fato não irá mudar nada, pois o que falta é investimento por parte do Executivo.

“Se a pessoa não tiver direito, não vai sair [da cadeia]”, afirmou.

Casos

Para se ter ideia, no último dia 13, um vigilante ficou ferido após dois bandidos invadirem a agência da cooperativa de crédito Sicredi, na Avenida do CPA, em Cuiabá.

Durante a tentativa de assalto, um tiro desferido pelos criminosos acertou a porta de vidro e os estilhaços atingiu o olho do trabalhador. Um dos bandidos estavam com tornozeleira eletrônica.

Já no dia 17, o condenado Reginaldo Ferreira de Carvalho, 36, foi preso pela Polícia Militar, por estar em local não permitido e com o aparelho desligado, em uma boate noturna, na Avenida Marajá, no bairro Planalto, em Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá).

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alexandre 22/01/2017

O sistema não funciona, muito reincidente, querem soltar o restante..

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Juquinha 22/01/2017

Porque não vão na hora que desligou prender o vagabundo tem que ter uma gestão competente e peituda pra isso prende o cara é regride de regime e depois de um mês fazendo isso eles ficam com medo e param de fazer isso mas ficam fazendo aquelas justificativa sem valor nenhum preso Ainda sai dando risada da cara do agente

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2 comentários