RepórterMT

A psicóloga Thereza Modesto comentou que pacientes diagnosticados com dependência de jogos chegam a enfrentar episódios de fissura
ANA CRISTINA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
A dependência de jogos é um grave desafio de saúde mental, apresentando dinâmicas neurológicas e comportamentais semelhantes às provocadas por substâncias ilícitas e álcool. Em entrevista ao
, a psicóloga Thereza Modesto esclareceu como o cérebro reage ao vício em jogos e os caminhos necessários para a recuperação. Segundo a especialista, os quadros compulsivos afetam múltiplos pilares da vida do indivíduo.
"A dependência do jogo ela é tratada como a dependência química porque, na verdade, o tratamento para comportamentos dependentes acabam envolvendo sempre os mesmos aspectos que é o mental, que é o comportamental e o físico também", explicou.
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Segundo ela, pacientes diagnosticados com dependência de jogos chegam a enfrentar episódios de fissura (desejo incontrolável de jogar) e sintomas físicos e psíquicos de abstinência quando não conseguem acessar as plataformas de apostas ou partidas.
"Ela tem o sofrimento de fissura, ela tem o sofrimento da abstinência quando não tem recurso ou qualquer coisa para estar jogando. A degradação também é a mesma", relatou.
Thereza detalhou que o motor do vício está no sistema neurológico. "A gente fala em mecanismo de recompensa, então qualquer comportamento dependente compulsivo a gente vai na questão da recompensa do cérebro", apontou.
Um dos fenômenos observados é a troca de compulsões entre pessoas em processo de reabilitação.
A recuperação exige uma abordagem multifacetada e integrada, alinhada aos protocolos usados em casos de dependência química. De acordo com a especialista, o processo terapêutico envolve acompanhamento médico, estratégias terapêuticas e mudança de estilo de vida.
Entretanto, o ponto central para qualquer progresso reside na percepção do próprio indivíduo sobre sua condição.
"E principalmente conscientização, que qualquer mudança ela vem após a conscientização. Não adianta quem convive querer que o dependente mude se ele não tem essa consciência que é necessário que ele mude", concluiu.
Confira o vídeo:
Confira a entrevista na íntegra:













