Cuiabá, 21 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
21 de Setembro de 2026

22 de Julho de 2022, 19h:00 - A | A

ENTREVISTA / "MODINHA" PERIGOSA

Cigarro eletrônico pode provocar doenças vasculares e amputação de membros

Médico aponta os malefícios do hábito perigoso entre jovens e adolescentes

RepórterMT

Médico: uso de cigarro eletrônico pode causar doenças vasculares e amputações

Médico: uso de cigarro eletrônico pode causar doenças vasculares e amputações

LEANDRO MAIA
DO REPÓRTER MT



O uso do chamado “vaper”, cigarro eletrônico “modinha” entre jovens e adolescentes, pode levar ao desenvolvimento de doenças vasculares que podem ter, como complicação, a amputação de membros. Quem diz isso é o cirurgião vascular Nasser Mahfouz. No Brasil, a cada hora, estima-se que três pessoas sofram amputações de membros inferiores. “As pessoas que têm esse hábito precisam parar de fumar hoje.

Presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular da Regional Mato Grosso, Nasser conta que o tabagismo é o grande vilão das doenças vasculares e com o cigarro eletrônico não é diferente. A inalação do vapor, misturado a outras substâncias, pode agredir e estimular o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e obstruções arteriais. Um grande risco para a saúde.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Estão aparecendo alguns estudos já mostrando complicações nessas pessoas jovens. Esse vapor quente, que está entrando no organismo, além de existir outras substâncias também, está causando malefícios. Não só a nível pulmonar. Isso também a nível sistêmico. Esse vapor que entra nos pulmões vai parar em outras áreas do organismo levando ao comprometimento vascular”, explica.

Em entrevista ao Repórter MT, o médico Nasser Mahfouz também explicou as causas de o país ter registrado 245 mil amputações de membros nos últimos 9 anos e o aumento de 50% dos casos durante o período de pico da pandemia da Covid-19. Além disso, também explicou como o tratamento pode ajudar o paciente a ter uma vida normal. Confira!

Veja  o vídeo:



Comente esta notícia