SÍLVIA DEVAUX
DA REDAÇÃO
O secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, não reprovou a decisão de Cuiabá em retomar as aulas nas escolas particulares a partir de fevereiro.
"O sistema híbrido traz menos risco que o sistema presencial", elencou o secretário, lembrando que a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) editou boletins técnicos para orientar os gestores na área de educação, daquilo que deve ser feito para amenizar os riscos.
Na segunda-feira (25), o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), autorizou a retomada das atividades escolares na rede pública municipal e privada, em sistema híbrido.
Conforme o Decreto nº 8.315, publicado no Diário de Contas na terça-feira (26), a rede pública retorna no dia 8 de fevereiro. Até 31 de março, as atividades vão ocorrer por meio do uso de tecnologia digital e estratégias de ensino a distância (EAD) e, em abril, na modalidade híbrida.
O retorno dos estabelecimentos privados, no ensino fundamental e médio, pode acontecer, também remotamente no dia 1º de fevereiro e a partir do mês de março com a adoção do sistema híbrido.
O prefeito permitiu a retomada desde que as unidades públicas e privadas elaborem um plano estratégico de retomada segura das atividades respeitando os protocolos de biossegurança no espaço da unidade educacional, com a organização dos espaços educativos.
Gilberto disse que concorda com a volta das aulas desde que adotadas as medidas recomendadas e acredita "a rede particular tem mais condições de atender a esses requisitos do que a rede pública, que tem um número muito grande de alunos em sala de aula".
O ensino híbrido é o mais viável neste momento, mas ele emendou que tão logo se tenha melhores indicadores da pandemia no estado é recomendável voltar o presencial.
"É uma perda substancial no processo de ensino e aprendizagem a paralisação já há mais de ano e isso vai trazer um prejuízo enorme na formação de nossos alunos", avaliou.
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