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30 de Junho de 2021, 09h:30 - A | A

CORONAVÍRUS / INVERSÕES DE VALORES

Defensoria quer que prefeitura deixe de vacinar trabalhadores para imunizar presos da Capital

Órgão protocolou mandado de segurança, com pedido de liminar que, se for aprovado, prevê aplicação de multa de R$ 100 mil ao dia, em caso de descumprimento.

Bruno Cidade

Vacinação em presídio de MT.

Vacinação em presídio de MT.

DA REDAÇÃO



O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) está sendo pressionado pela Defensoria Pública de Mato Grosso para vacinar todos os presos da Capital em até 15 dias. O órgão protocolou mandado de segurança, com pedido de liminar que, se for aprovado, prevê aplicação de multa de R$ 100 mil ao dia, caso haja o descumprimento.

Segundo o defensor público do Núcleo de Execução Penal de Cuiabá (NEP), André Rossignolo, Cuiabá está descumprindo o Plano Nacional de Vacinação, ao ignorar, sem qualquer justificativa a inclusão de presos nos grupos prioritários para receber a vacina. 

A situação da superlotação das unidades é mencionada para lembrar a existência “de elevado risco de uma disseminação em massa da covid-19”. Na Penitenciária Central do Estado, por exemplo, estão detidas 2,4 mil pessoas.

No pedido, está registrado que no dia 23 de abril o juiz corregedor das penitenciárias de Cuiabá e Várzea Grande, Geraldo Fidélis Neto, determinou que as secretarias de saúde de ambos os municípios apresentassem, em 24h, um plano de ação para imunizar os presos. Mas, a determinação não foi cumprida.

O defensor lembra que nas quatro unidades prisionais de Cuiabá estão detidas 3,5 mil pessoas. E que a Secretaria Municipal de Saúde foi oficiada a vaciná-las, antes de iniciar a imunização das pessoas que não estão no grupo de maior risco. 

Em nota, a Defensoria Pública de Mato Grosso esclarece que de maneira alguma cogitou-se que a fila de vacinação fosse furada pelas pessoas privadas de liberdade ou que os trabalhadores deixassem de ser vacinados para que os reeducandos fossem imunizados primeiro. 

Confira na íntegra:

"Em relação à notícia veiculada na imprensa, no sentido de que a “Defensoria quer que prefeitura deixe de vacinar trabalhadores para imunizar presos da Capital”, a Defensoria Pública de Mato Grosso esclarece que de maneira alguma cogitou-se que a fila de vacinação fosse furada pelas pessoas privadas de liberdade ou que os trabalhadores deixassem de ser vacinados para que os reeducandos fossem imunizados primeiro.
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A Instituição busca apenas que seja cumprido o que estabelece o Plano Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde, Governo Federal, que determina a vacinação das pessoas privadas de liberdade de forma prioritária, assim como idosos, trabalhadores da saúde, povos quilombolas, comunidades ribeirinhas, entre outros grupos."

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CIDADÃO 30/06/2021

é por isso que o país não vai pra frente, priorizar os que matam, roubam, destroem... prioridade é o trabalhador, o pai de família, aquele que paga a conta da defensoria e dos presidiários.

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