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11 de Setembro de 2026

24 de Julho de 2022, 11h:07 - A | A

CONEXÃO PODER / "SÓ VG FOI PREJUDICADA"

Kalil: Fiscais da prefeitura quase foram presos por inibir furto nos trilhos do VLT

O prefeito de Várzea Grande voltou a defender as obra do BRT, por ser mais econômica e execução mais rápida

REPORTER MT

Kalil afirma que não pode mexer nas obras do VLT por causa da judicialização

Kalil afirma que não pode mexer nas obras do VLT por causa da judicialização

LEANDRO MAIA
DO CONEXÃO PODER



O prefeito Kalil Baracat voltou a manifestar sua insatisfação com as obras inacabadas do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e por não poder realizar nenhum projeto para, ao menos, amenizar o aspecto degradado da avenida da FEB, já que a obra está judicializada. O gestor ironizou que fiscais da prefeitura “quase” foram detidos por tentar coibir a ação de bandidos nos trilhos do modal ferroviário. 

"Eu não posso mexer na obra. Outro dia, estavam roubando os cabeamentos do VLT, e a Prefeitura foi lá (checar). A polícia apareceu para prender os fiscais da prefeitura e não os bandidos.”

O projeto, sem conclusão, do VLT já custou mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.

Em entrevista ao Conexão Poder, o gestor municipal afirmou que VG está pagando uma conta muito alta com o impasse das obras: fechamento de empresas, acidentes e poluição visual da avenida da FEB.

“Quantas vidas foram ceifadas, quantas vidas se perderam e quantas ainda vão se perder?", questiona.

O prefeito Kalil, que também é o relator do conselho deliberativo que discute a mudança do modal, defendeu a substituição do VLT pelo BRT (ônibus de transporte rápido), que seria a melhor proposta do Governo do Estado de Mato Grosso para tentar solucionar o problema, que prejudica o transporte da Região Metropolitana. O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), é contrário à substituição e quer a conclusão do VLT.

“Eu fui relator da matéria do conselho (deliberativo) que foi favorável ao BRT por ser mais econômico, por ser uma obra mais rápida de ser concluída e Várzea grande não pode mais ser prejudicada”, argumentou.

Entenda a suspensão das obras

Por uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), as obras do BRT foram suspensas, sob a afirmação de que não seria coerente, diante dos valores já gastos, abandonar a obra inacabada do VLT e substituí-la pelo BRT, sem uma avaliação sistêmica e integrada para assegurar a necessidade de mudança do modal.

A prefeitura de Cuiabá entrou com um pedido para TCE (Tribunal de Contas do Estado) para suspender a licitação do BRT, mas o recurso foi negado. No entanto, a decisão do órgão estadual não inviabiliza a decisão do TCU. Por isso, as obras seguem suspensas.

Veja o vídeo:

 

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