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02 de Abril de 2026, 10h:52 - A | A

CIDADES / POR MAIS 30 ANOS

TCE aponta ilegalidades e suspende prorrogação de contrato de saneamento em Nova Xavantina

Decisão aponta indícios de ilegalidade, falta de consulta pública e ausência de participação da Câmara Municipal na prorrogação do contrato.

Reprodução

Prorrogação foi feita sem o cumprimento de exigências legais, como a realização de consulta pública e a participação da Câmara Municipal

Prorrogação foi feita sem o cumprimento de exigências legais, como a realização de consulta pública e a participação da Câmara Municipal

VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT



O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) determinou a suspensão imediata da prorrogação do contrato de água e esgoto de Nova Xavantina (a 557 km de Cuiabá) por mais 30 anos.

A decisão é do conselheiro relator Guilherme Antonio Maluf e atende a uma denúncia que apontou irregularidades no contrato firmado entre a Prefeitura e a empresa SETAE – Serviços de Tratamento de Água e Esgoto Ltda.

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O aditivo, publicado em 31 de dezembro de 2025 pela gestão do prefeito João Machado Neto (União), estendia a concessão, que originalmente iria até 2032, por mais duas décadas, levando o prazo até 2055.

Segundo a denúncia, a prorrogação foi feita sem o cumprimento de exigências legais, como a realização de consulta pública e a participação da Câmara Municipal, além de não apresentar justificativa técnica que comprovasse vantagem para o município.

A área técnica do TCE apontou funcionamento irregular do Conselho Municipal de Saneamento Básico, ausência de participação do Legislativo e falta de justificativa para a renovação antecipada.

Na decisão, o relator entendeu que há indícios de ilegalidade e risco de prejuízo ao interesse público. Ele destacou que a medida pode gerar efeitos de difícil reversão, como impacto econômico no contrato e possível impedimento de nova licitação no futuro.

Com isso, o Tribunal determinou que a Prefeitura de Nova Xavantina suspenda imediatamente todos os efeitos do aditivo e não pratique nenhum ato com base nele até decisão final.

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