RepórterMT

Após declarações da candidata em entrevista ao RepórterMT, Justiça Eleitoral garantiu proteção à liberdade de expressão.
ANA ADÉLIA JÁCOMO
VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT
A senadora e candidata à reeleição Margareth Buzetti (PP) comentou nessa quarta-feira (9), durante lançamento da sua campanha em Cuiabá, a derrota judicial sofrida pelo ex-governador e também candidato ao Senado Pedro Taques (PSB). Taques havia acionado a Justiça Eleitoral exigindo direito de resposta após entrevista de Buzetti ao programa Conexão Poder, em 21 de agosto de 2026, e reproduzida pelo RepórterMT. A candidata criticou sua gestão à frente do Governo de Mato Grosso e lembrou o histórico de parcelamentos e atrasos na folha de pagamento do funcionalismo público.
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Ao comentar a rejeição da ação pela Justiça, Buzetti foi categórica ao defender a liberdade de imprensa e reforçar que o teor das declarações reflete fatos históricos da passagem de Taques pelo Governo. Ele foi eleito em 2015 e deixou o cargo em 2019 após ser derrotado nas urnas por Mauro Mendes (União) quando tentou se reeleger. Foi a primeira vez que um chefe do Executivo não conseguiu permanecer no cargo.
"Uma pena porque eu não menti, eu falei a verdade e é isso. Não menti, tanto que a decisão da juíza foi essa. Não falei nada inverídico", disse a senadora, criticando a tentativa de recorrer ao Judiciário para abafar o debate político.
"Isso é péssimo. A gente não pode censurar a imprensa. Uma coisa é você falar verdades, outra é você atacar alguém gratuitamente; agora os fatos... contra fatos, não há argumentos. E ele não cuidou do funcionalismo público, ele ficou devendo folha de pagamento e hoje se diz defensor do funcionalismo público. Eu só fiz essa observação", alfinetou.
Entenda o caso
A ação de direito de resposta ajuizada por Pedro Taques teve o mérito julgado improcedente pela juíza auxiliar da propaganda eleitoral Glenda Moreira Borges. O litígio teve origem após a exibição de uma entrevista de Margareth Buzetti ao programa Conexão Poder, em 21 de agosto, na qual a parlamentar recordou que o ex-governador deixou milhões em dívidas com servidores públicos e herdou um cenário de colapso financeiro nas contas do Estado. O conteúdo foi reproduzido pelo site Repórter MT, que também figurou no polo da ação.
Ao analisar a representação, a magistrada fundamentou que as críticas direcionadas ao desempenho de agentes políticos inserem-se estritamente no campo do debate democrático e da liberdade de expressão. A decisão ressaltou que medidas como o direito de resposta possuem caráter excepcional e só se justificam diante de informações comprovadamente falsas ou ofensas graves — cenários descartados no processo, cujo entendimento encontrou respaldo no parecer do Ministério Público Eleitoral.
Com o entendimento de que críticas ácidas e contundentes fazem parte da dinâmica eleitoral legítima, a Justiça manteve a improcedência do pedido, blindando a veiculação das declarações dadas pela senadora.
Veja o vídeo:
Veja o trecho da entrevista de Buzetti sobre atrasos salariais na Gestão Taques:












