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31 de Dezembro de 2013, 08h:40 - A | A

CIDADES / R$ 724,00

Novo salário mínimo pode gerar série de desemprego, diz economista

Com a economia estagnada, impacto do reajuste pode pesar no bolso de quem paga

Reprodução

Presidente do Conselho Regional de Economia de Mato Grosso, Aurelino Levy

Presidente do Conselho Regional de Economia de Mato Grosso, Aurelino Levy

ALINE FRANCISCO
DA REDAÇÃO



A partir de janeiro de 2014 os brasileiros que são remunerados com o salário mínimo terão um aumento de R$ 46,00 no vencimento. O valor passa para R$ 724,00. Mesmo o aumento não sendo tão considerável, influencia diretamente na vida financeira de toda a população.

De acordo com o presidente do Conselho Regional de Economia de Mato Grosso, Aurelino Levy, o reajuste vai ser sentido pela parcela da população que não recebe apenas um salário mínimo. “Esse aumento tem dois lados, o primeiro é positivo, pois vai dar um pouco mais de condição financeira para esses empregados, por outro lado, quem recebe acima do mínimo não vai ter aumento, e isso pode influenciar diretamente na vida financeira dessas famílias”, explica.

Junto com o novo salário mínimo, Levy alerta para um possível declínio no índice de empregos. “Aumenta o salário, automaticamente uma pessoa que trabalha como doméstica, por exemplo, terá um aumento no vencimento, mas o empregador dessa pessoa pode não ter tido o mesmo reajuste. E aí terá que optar, ou reduz os gastos ou mantém o trabalhador. Essas famílias vão sentir e muito esse aumento”.

O economista também ressalta que, agregado ao novo valor, vem o aumento nos impostos, o quer influencia no preço da cesta básica. “É uma reação em cadeia. Aumenta o salário, aumenta o preço do gás, dos alimentos e dos eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Uma pessoa, que antes tinha condição de adquirir um produto, vai ter que analisar bem antes de comprar”.

Além do problema com o mínimo, o presidente alerta que a inflação já está começando a ser sentida no bolso. “O maior e melhor exemplo disso é o retorno do imposto cobrado sobre a linha branca, que são os eletrodomésticos. A população que antes podia sonhar em comprar uma geladeira nova, agora vai ter adiar. O Governo não está trabalhando para superar a inflação, eles preferem retornar com os impostos como alternativa para superar essa dificuldade”, avalia. 

O decreto que reajusta o salário mínimo para R$ 724,00 a partir de 1º de janeiro de 2014 foi assinado pela presidente Dilma Rousseff no último dia 23. Esse é o mesmo valor aprovado pelo Congresso Nacional no Orçamento Geral da União de 2014. O reajuste é de 6,78%.

Para garantir o mínimo de R$ 724,00 o relator do Orçamento Geral da União para o ano que vem, o deputado Miguel Corrêa (PT-MG), remanejou recursos. Assim, viabilizou aumento de R$ 1,10 em relação aos R$ 722,90 previstos na proposta que havia sido enviada pelo Executivo ao Congresso.

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eliel 01/01/2014

Oque faz gerar uma grande falta de desemprego e a má politica dos nossos políticos , e a roubalheira que existem no meio politico, e alguns ganharem 10,000,00 pra ajuda de custo isso sim faz o desemprego aumentar ( todos são iguais perante a lei , o mentiraaaaaa ) Quero ver os políticos alimentarem em seus salários 20,00 reais a mais . Oque deveria ser justos ne . mas

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1 comentários