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26 de Outubro de 2017, 08h:25 - A | A

VARIEDADES / EM MANAUS

Mr. Catra depõe à polícia após denúncia de apologia ao crime

Cantor foi abordado ao desembarcar no Aeroporto Internacional da capital; ele é investigado por criar funk com apologia a uma facção atuante no Amazonas.

Divulgação

Mr. Catra prestou depoimento logo após desembarcar no aeroporto de Manaus

Mr. Catra prestou depoimento logo após desembarcar no aeroporto de Manaus

G1



O cantor Mr. Catra foi ouvido pela Polícia Civil do Amazonas logo após desembarcar no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, na tarde de segunda-feira (23). Ele foi denunciado por fazer apologia a uma facção criminosa durante um show na capital, em junho deste ano. À polícia, Catra disse não ter conhecimento sobre o grupo criminoso.

O procedimento policial contra Mr. Catra foi instaurado no Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), após um vídeo do artista viralizar nas redes sociais. Nas imagens, Catra canta um funk com apologia ao crime organizado. Na composição, ele exalta traficantes do bairro Compensa, na Zona Oeste da capital, que integram uma facção criminosa atuante no Amazonas.

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O depoimento ocorreu na base da Delegacia Especializada em Crimes contra o Turista (DECCT), no aeroporto da cidade, onde o cantor desembarcou por volta de 13h30 para uma apresentação na noite desta segunda (23).

“Recebemos a informação de que cantor viria para Manaus participar de um show na noite de hoje. Então fomos até o aeroporto e aguardamos a chegada dele. Após o desembarque, efetuamos a notificação e o convidamos para prestar esclarecimentos na base da DECCT", disse o delegado Guilherme Torres, do DRCO.

Segundo Torres, Catra disse em depoimento que fez o funk a pedido de fãs e que não conhece a facção criminosa, as pessoas citadas ou o bairro mencionado na música. O cantor alegou que não tinha conhecimento de que a letra seria tratada como apologia a uma facção.

Durante o depoimento, Catra disse ainda que, no dia em que foi vídeo foi gravado, alguns fãs entregaram um papel para que ele fizesse um funk de improviso, com as palavras em apologia à facção criminosa.

"Ele afirmou que não sabia que se tratava de uma organização criminosa, mesmo a letra enaltecendo a facção e incentivando o relacionamento de mulheres com membros da organização. Mr. Catra argumentou que apenas fez rimas de acordo com os papeis que passavam para ele, com nomes anotados", completou Torres.

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