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14 de Novembro de 2017, 14h:06 - A | A

VARIEDADES / "ELA NÃO ESTÁ MORTA"

Mãe se nega a enterrar filha por crer que ela ainda esteja viva

Certidão de óbito emitida no domingo (12) diz que Débora Isis Mendes de Gouveia,18, morreu de infecção renal.

Divulgação

Declaração de óbito da jovem tem data de 12 de novembro de 2017; mãe afirma que ela não está morta e pede novos exames

Declaração de óbito da jovem tem data de 12 de novembro de 2017; mãe afirma que ela não está morta e pede novos exames

G1/AL



Uma mãe se recusa a enterrar a filha dada como morta há dois dias na cidade de Rio Largo, Região Metropolitana de Maceió. Mesmo com o atestado de óbito e com a jovem dentro de um caixão, Teresa Cristina Mendes, 48, acredita que a filha não morreu. A Polícia Civil foi acionada.

"Ela não está morta. Ela tem sinais de vida. Ela não está com a temperatura de morto. Acredito que minha filha está viva", diz.

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Débora Isis Mendes de Gouveia, 18, deu entrada no Hospital Geral do Estado (HGE) no dia 6 de novembro com infecção urinária. O problema de saúde se agravou e ela teve uma infecção nos rins e precisou ser transferida.

No dia 8 de novembro, ela deu entrada no Hospital Vida, localizado na Jatiúca. No dia 12, às 14h10, a jovem foi dada como morta. Na certidão de óbito consta que ela morreu devido a infecção renal. Desde então, Débora Isis está dentro de caixão e a família se nega a fazer o enterro.

"Antes de ir para o HGE, ela foi para o Hospital IB Gato Falcão. Lá eles aplicaram um soro sedativo e depois disso a menina começou a convulsionar e foi transferida para o HGE. Lá constataram infecção intestinal, urinária e generalizada. De lá, ela estava quase em coma quando foi transferida para o Hospital Vida na segunda passada, onde atestaram o óbito dela no domingo", disse o irmão Davi César Mendes, 15, que também acredita que a menina está viva

Em entrevista ao G1, a mãe disse que a família tem histórico de catalepsia, em um estado que pode ser confundido com a morte.

"Com dois anos de idade. Esse problema acontece na família. Quando deu um ataque em mim eu tive uma dor muito forte na perna e eu fiquei assim, só retornei depois de quatro dias. Esse problema está se agravando e vem acontecendo na família", diz Teresa Cristina

Os moradores da região também acreditam que a jovem está viva. "Eu acredito em um Deus vivo. É uma menina evangélica. A mãe dela não é louca. Ela não está fedendo. É capaz dela se levantar dali para mostrar a muita gente que Deus existe", relata.

Ailton Gabriel dos Santos, 43, esteve na casa de Débora e fez uma oração junto com a família nesta manhã. Ele afirma que viu a menina chorar.

"Quando a gente estava orando a lágrima dela desceu. O irmão dela pegou na mão dela e ela apertou. Colocaram algodão em todos os lugares, não era para terem colocado. Isso aí que está acontecendo é milagre de Deus. Eu creio no Deus do impossível", diz um vizinho da família.

O delegado Manuel Wanderley Cavalcante foi ao local e pediu uma nova avaliação médica para confirmar a mote de Débora. O corpo foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML), em Maceió, para ser submetido a uma necropsia.

"Vamos verificar se está em óbito. E se for comprovado que o hospital liberou este corpo sem óbito, vamos responsabilizar o hospital. Vou instaurar procedimento de investigação", disse o delegado.

O promotor de Justiça Magno Alexandre Moura, da 2° promotoria da cidade, esteve na casa de Débora Isis e disse para a imprensa que acredita que ela está morta.

"Nós vamos conversar com a mãe da falecida para saber das dúvidas dela, pois aqui já podemos ver que a menina está falecida. A menina passará pelo exame de catalepsia e por um parecer médico do IML. Mas, aparentemente, a pessoa está morta e precisa ser enterrada", disse.

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