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Evento discutiu inteligência artificial, mudanças na legislação, linguagem simples, prática jurídica e novas áreas de atuação profissional
DO REPÓRTERMT
Mais de 2 mil estudantes participaram da terceira edição do Congresso Jurídico do UNIVAG, realizado nos dias 10 e 11 de setembro. Durante dois dias, acadêmicos do curso de Direito acompanharam debates com especialistas nacionais sobre as transformações que impactam a formação universitária e a atuação dos profissionais da área.
Promovido pelo curso de Direito, o evento reuniu professores, pesquisadores e profissionais de diferentes segmentos jurídicos, com uma programação voltada à atualização dos estudantes e à aproximação entre a universidade e o mercado de trabalho.
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A coordenadora do curso de Direito do UNIVAG, professora mestra Danusa Balthazar de Andrade, destacou que o congresso amplia as experiências proporcionadas aos acadêmicos durante a graduação.
“Buscamos construir um congresso cada vez mais relevante, com temas atuais e novas perspectivas que contribuam efetivamente para a formação e a futura atuação profissional dos nossos acadêmicos”, afirmou.
Debate sobre mudanças no Direito
A programação foi aberta pelo professor doutor Mozart Borba, que possui 26 anos de atuação no ensino jurídico. Ele abordou os dez anos de vigência do Código de Processo Civil (CPC) e a aplicação do sistema de precedentes obrigatórios.
Durante a palestra, Borba estimulou os estudantes a adotarem uma postura mais crítica diante dos conteúdos aprendidos ao longo da formação.
“Minha intenção é inquietá-los. Geralmente, o estudante recebe muita informação sem reflexão ou ponderação. Congressos como este podem despertar o interesse pela pesquisa científica e pela compreensão de como o Direito se aplica na prática”, afirmou.
Na sequência, o defensor público federal e professor doutor Pedro Coelho discutiu as mudanças, controvérsias e novas perspectivas relacionadas à tutela cautelar criminal.
Segundo o especialista, as transformações no processo penal exigem dos profissionais uma nova forma de compreender o tema.
“O Brasil vive uma nova fase em relação à tutela cautelar no processo penal. Mais importante do que conhecer regras e detalhes é compreender a mudança de cultura. Quando mudamos a lente pela qual enxergamos essa vertente, toda a sistemática se ajusta”, explicou.
O congresso também levou aos estudantes discussões sobre Direito Animal, nova Lei Antifacção, Direito do Trabalho, proteção integral, tecnologia e inteligência artificial aplicada à prática jurídica.
Linguagem simples e acesso à Justiça
Outro destaque da programação foi a discussão sobre a comunicação no Judiciário. Integrante da Assessoria Linguística do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA), a doutora Kelly Katiani Pereira abordou a importância da linguagem simples para tornar a comunicação jurídica mais acessível.
Para a especialista, o excesso de termos técnicos pode dificultar a compreensão da população sobre decisões e procedimentos da Justiça.
“O juridiquês acaba impactando a compreensão. A linguagem simples busca tornar a Justiça compreensível, sem prejudicar o conteúdo ou a língua portuguesa, além de contribuir para o acesso e a inclusão social”, pontuou.
A acadêmica Fernanda Silva, do 9º semestre, avaliou que o contato direto com profissionais experientes contribui para a preparação dos estudantes para o mercado.
“É uma oportunidade de adquirir conhecimento e conhecer pessoas que são referências na profissão. Esse contato também nos ajuda a compreender melhor a área em que vamos atuar”, declarou.
Formação além da sala de aula
Para o vice-reitor do UNIVAG, professor doutor Flávio Foguel, atividades como o congresso complementam o conhecimento desenvolvido em sala de aula e permitem aos estudantes conhecer diferentes perspectivas sobre a profissão.
“A formação universitária também acontece por meio da troca de experiências e do contato com diferentes perspectivas. Ao reunir profissionais de referência, proporcionamos aos estudantes a oportunidade de aprofundar conhecimentos e compreender as transformações que encontrarão no exercício da profissão”, afirmou.
O diretor da Área de Ciências Sociais Aplicadas do UNIVAG, professor doutor Peter Wilhelms, também destacou a importância da consolidação do evento para a formação acadêmica.
“O Direito acompanha as mudanças da sociedade, e a formação dos nossos acadêmicos precisa estar conectada a esse movimento. O congresso promove reflexão e aproxima os estudantes de profissionais experientes, fortalecendo a preparação para o mercado de trabalho”, concluiu.
A terceira edição do Congresso Jurídico do UNIVAG contou com o apoio de Peixoto Cintra Advocacia e Associados; Peixoto e Lopes Advocacia; Goulart & Ribeiro da Rocha Advocacia; Speyer Wine; Rafael Pimenta Advocacia; Almeida de Arruda Advogados; Botelho Advocacia e Consultoria Jurídica; Alberto Rondon Advocacia; e Límper.













