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Cuiabá, 20 de Maio de 2024
20 de Maio de 2024

21 de Outubro de 2010, 20h:51 - A | A

VARIEDADES /

Acordo com Bolívia garante fornecimento de gás para termelétrica de Cuiabá



da redação

O governo boliviano formalizou publicamente o compromisso de retomar o fornecimento de gás natural a Mato Grosso. Em reunião realizada na manhã de hoje (21.10), o presidente executivo da Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Carlos Villegas, garantiu o abastecimento a partir de um adendo ao contrato já existente entre a estatal boliviana e a Petrobras. Conforme a negociação em curso, a Petrobras destinará o volume firme de 2,2 milhões de m3/dia para atender à usina térmica de Cuiabá, cujas operações de geração de energia estão paralisadas desde 26 de agosto de 2007 em função da interrupção do fornecimento de gás natural vindo da Bolívia.

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“A decisão já foi tomada. Estamos agora ultimando os últimos detalhes técnicos necessários para solucionar o problema”, afirmou Villegas durante a reunião, que contou com a presença do governador Silval Barbosa, do prefeito de Cuiabá, Francisco Galindo, do secretário de Estado de Indústria, Comércio, Mineração e Energia (Sicme), Pedro Nadaf, do diretor da Agecopa Jeferson de Castro, do presidente da MT Gás, Helny de Paula e do diretor presidente da Pantanal Energia, Fabio Garcia.

Entre os detalhes técnicos aos quais se refere Villegas está a operacionalização do ramal pelo qual será direcionado o volume a ser enviado à UTE Cuiabá. Atualmente, o contrato entre YPFB e Petrobras prevê a utilização do chamado Gasbol (Gasoduto Brasil Bolívia). Para que o volume de 2,2 milhões de m3/dia chegue à Cuiabá, YPFB e Petrobras terão que remeter esse volume para um ramal que alcance San Mathias, ponto de partida do Gasoduto Bolívia/Mato Grosso. 

“Esse ponto de entrega já existe e tem condições de entrar em operação. Estamos formatando agora o adendo ao contrato que já temos com a Petrobras para que possamos incluir de forma legal essa novidade no documento”, explicou o Diretor Nacional de Gás Natural, Jorge Sosa Suarez. De acordo com ele, os trâmites legais podem levar um tempo maior do que se espera devido à complexidade dos contratos de transporte de gás natural entre países.

Um ponto importante destacado pelo presidente executivo da YPFB é que, apesar dos adendos para atender a demanda da UTE Cuiabá, o contrato entre a estatal boliviana e a Petrobras continuará nos mesmos moldes – não havendo acréscimo no volume diário enviado de gás natural ao Brasil, que é de 30,8 milhões de m3/dia.

“Com a fundamental ajuda do Governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, que compreende a situação da térmica como um empecilho para o desenvolvimento do Estado, conseguimos costurar uma negociação que mantêm a atual capacidade de produção e comercialização de gás por parte da Bolívia e, ao mesmo tempo, supre a demanda diária do insumo para a térmica, que em breve poderá voltar a gerar em sua capacidade máxima”, observa o diretor presidente da operadora da usina, a Pantanal Energia, Fabio Garcia.

Nessa negociação, que deverá perdurar por um período de até dois anos, a Petrobras passa a ter a titularidade desse sistema de geração em Cuiabá – sendo que a Pantanal Energia continua com a operação da usina propriamente dita e com a propriedade desse que é o maior ativo energético de Mato Grosso. “Dessa forma, poderemos chegar a novos acordos com Mato Grosso para enviarmos mais volumes num futuro muito breve”, salientou Villegas.

De acordo com o Diretor Nacional de Gás Natural, a Bolívia passa atualmente por um processo de ampliação de sua capacidade de exploração do gás. A projeção oficial é de que em 2011 o país amplie suas reservas disponíveis para mais 4 milhões de m3/dia, acrescendo mais 8 milhões de m3/dia em 2012 e adicionando ainda mais 6 milhões de m3/dia até 2014. “Essa ampliação é, para nós, outra garantia de que, retornando a operar, a usina não irá mais enfrentar problemas de abastecimento daqui para a frente”, assinala Fabio Garcia.

 

24 horasnews
 

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