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15 de Dezembro de 2021, 07h:58 - A | A

SEGURANÇA PÚBLICA / GESTÃO TAQUES

Servidores da Casa Civil são alvos de mandados em nova fase da Grampolândia

Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos, em Cuiabá, nas casas dos alvos

Daffiny Delgado

Polícia Civil cumpre mandados nas casas dos alvos

Polícia Civil cumpre mandados nas casas dos alvos

DAFFINY DELGADO
CAMILLA ZENI



A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), um desdobramento da operação conhecida como Grampolândia Pantaneira, em continuidade às investigações dos grampos ilegais que ocorreram na gestão do ex-governador Pedro Taques.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão na casa de Rosinaldo Nunes de Almeida, chefe do setor de Protocolos e Postal, e da servidora aposentada Rosângela da Silva Oliveira, que também atuava no setor de protocolos em 2015, quando houve o esquema de grampos telefônicos.

As investigações da Grampolândia apontaram que a senha de Rosinaldo teria sido usada para fraudar o protocolo no qual o então secretário de Segurança Pública, Mauro Zaque, denunciava a suspeita de um escritório de escutas clandestinas que teria sido montado no governo estadual. A denúncia deveria ter sido entregue ao então governador Pedro Taques, mas o mesmo número de protocolo foi usado para outra comunicação direcionada à Sinfra. Já Rosângela foi a responsável por cadastrar o protocolo original e cancelar o trâmite em seguida. 

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O caso foi descoberto quando Mauro Zaque afirmou à imprensa que teria avisado Pedro Taques sobre o esquema e o governador negou a informação, garantindo que a formalização da denúncia nunca tinha sido feita. Por conta da fraude no protocolo, Rosinaldo chegou a ser afastado do cargo por Taques e passou a responder um Processo Administrativo Disciplicar.

Conforme apresentado à Justiça, o resultado do PAD apontava para a demissão do servidor. Contudo, em outubro de 2019 o governador Mauro Mendes (DEM) decidiu renomear o servidor como chefe do setor e, em outubro de 2020, arquivou o procedimento que indicava sua demissão.

"Ora, levando-se em consideração que tramita perante a forçaa-tarefa policial o inquerito policial n. 02/2017, que visa justamente a apuração de suposta fraude ocorrida no protocolo da SESP, no dia 14/10/2015, tendo o representado Rosinaldo, então Chefe de Protocolo e Postal, como principal suspeito dos atos ilicitos praticados, repute temeraria as investigações que o servidor retorne a exercer suas atividades no mesmo setor em que foram praticados, em tese, os crimes imputados, ferindo sobremaneira a moralidade administrativa", diz trecho da decisão.

O pedido foi deferido pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que ainda o proibiu de frequentar o setor de Protocolo, o Arquivo Público, e de manter contato com outros investigados da grampolândia, como a servidora Rosângela, os ex-secretários José Adolpho de Lima Avelino Vieira e Paulo Taques, e o ex-governador Pedro Taques.

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joana 15/12/2021

anos atras foi usada a senha de uma fiscal de tributos da sefaz e ela disse que a senha foi roubada. não sera o mesmo caso?

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1 comentários