facebook-icon-color.png instagram-icon-color.png youtube-icon-color.png tiktok-icon-color.png
Cuiabá, 13 de Junho de 2026
13 de Junho de 2026

25 de Fevereiro de 2012, 07h:42 - A | A

POLÍTICA / REFORMA POLÍTICA

Taques, envergonhado, diz que PDT é "puxadinho" do PT

Para o senador mato-grossense no país só há duas legendas apenas – PT e PSDB

THIAGO ITACARAMBY



O modelo partidário brasileiro é um assunto que precisa ser rediscutido no Congresso após as eleições municipais em outubro. Para o senador Pedro Taques (PDT), o país apresenta uma clara divisão entre duas legendas apenas – PT e PSDB. Já os demais partidos exercem um papel secundário dentro do regime democrático. O parlamentar saiu em defesa da retomada da discussão nesta quinta-feira (23), em Brasília/DF.

Segundo o senador Pedro Taques, o definhamento do quadro partidário brasileiro carece de um debate a ser colocado em devidos termos. “Hoje temos uma composição entre dois partidos e, ao redor nós temos uma federação de partidos, é o caso do PMDB. Os demais são satélites do PT e PSDB. O PDT, por exemplo, é um satélite do PT. O PDT é um puxadinho do PT. Eu falo isso com vergonha”, disse o parlamentar.

Em termos de ascensão política, o PT continua a exceção no quadro partidário. A estrutura montada pelo partido nacionalmente é mantida pelo lado popular – imposto pelo governo Lula – e pela ofensiva oposicionista. Alguns fundamentalistas garantem que o partido não é mais o que era quando foi fundado, mas, de fato possui uma grande representação social.

Vale destacar que os partidos políticos constituem o cerne de qualquer regime democrático, com importantes funções em termos de representação. Segundo o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e fundador do PSD no Estado, deputado José Riva, a questão merece ser tratada criticamente por todos os atores do cenário político. Ainda de acordo com o deputado, existem fragilidades partidárias, mas ele não acredita que tal partido seja ‘puxadinho’ do outro. O líder político destacou que é preciso que haja o fortalecimento dos partidos, assim como a composição de seus afiliados. “Temos que mudar essa realidade e somente com a reforma política é possível”, posicionou.

Quanto ao recém-criado PSD, o líder político afirma que a sigla ainda está na incumbência de sua identidade. No âmbito estadual, a sigla recentemente se afastou e entregou todos os cargos no governo do PMDB. Segundo Riva, a medida é uma situação proveitosa para compor, daqui pra frente, o seu processo eleitoral dentro do pleito que já se aproxima. “Os partidos precisam ser conduzidos por si só. Não se faz política com apego aos cargos públicos”, criticou.
 

Comente esta notícia