THIAGO ITACARAMBY
O modelo partidário brasileiro é um assunto que precisa ser rediscutido no Congresso após as eleições municipais em outubro. Para o senador Pedro Taques (PDT), o país apresenta uma clara divisão entre duas legendas apenas – PT e PSDB. Já os demais partidos exercem um papel secundário dentro do regime democrático. O parlamentar saiu em defesa da retomada da discussão nesta quinta-feira (23), em Brasília/DF.
Segundo o senador Pedro Taques, o definhamento do quadro partidário brasileiro carece de um debate a ser colocado em devidos termos. “Hoje temos uma composição entre dois partidos e, ao redor nós temos uma federação de partidos, é o caso do PMDB. Os demais são satélites do PT e PSDB. O PDT, por exemplo, é um satélite do PT. O PDT é um puxadinho do PT. Eu falo isso com vergonha”, disse o parlamentar.
Em termos de ascensão política, o PT continua a exceção no quadro partidário. A estrutura montada pelo partido nacionalmente é mantida pelo lado popular – imposto pelo governo Lula – e pela ofensiva oposicionista. Alguns fundamentalistas garantem que o partido não é mais o que era quando foi fundado, mas, de fato possui uma grande representação social.
Vale destacar que os partidos políticos constituem o cerne de qualquer regime democrático, com importantes funções em termos de representação. Segundo o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e fundador do PSD no Estado, deputado José Riva, a questão merece ser tratada criticamente por todos os atores do cenário político. Ainda de acordo com o deputado, existem fragilidades partidárias, mas ele não acredita que tal partido seja ‘puxadinho’ do outro. O líder político destacou que é preciso que haja o fortalecimento dos partidos, assim como a composição de seus afiliados. “Temos que mudar essa realidade e somente com a reforma política é possível”, posicionou.
Quanto ao recém-criado PSD, o líder político afirma que a sigla ainda está na incumbência de sua identidade. No âmbito estadual, a sigla recentemente se afastou e entregou todos os cargos no governo do PMDB. Segundo Riva, a medida é uma situação proveitosa para compor, daqui pra frente, o seu processo eleitoral dentro do pleito que já se aproxima. “Os partidos precisam ser conduzidos por si só. Não se faz política com apego aos cargos públicos”, criticou.















