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Cuiabá, 14 de Junho de 2026
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04 de Julho de 2013, 11h:44 - A | A

POLÍTICA / REFORMA POLÍTICA

Taques critica Dilma e diz que plebiscito é uma farsa "meia boca"

Senador afirmou que a proposta da presidente Dilma Rousseff é uma farsa, que servirá para desviar atenção da massa

ANA ADÉLIA JÁCOMO - DA REDAÇÃO



O senador Pedro Taques (PDT-MT) questionou nesta quarta-feira (3) a proposta da presidente Dilma Rousseff (PT) de realizar um plebiscito para a reforma política. Taques, que é virtual candidato ao Governo do Estado, classificou como “uma farsa” o que, segundo ele, será uma reforma “fatiada” que não promoverá mudanças efetivas.

"Qual é a reforma política que queremos? Temos que debater o número de senadores e deputados federais; a função do bicameralismo no Brasil; o tipo de financiamento de campanha e principalmente a reeleição. Sou a favor da reforma, mas sou contra enganar o cidadão, fazê-lo de bobo, como o governo está tentando fazer. A consulta pública anunciada pela presidente da República é uma farsa!”, afirmou o mato-grossense.

A mensagem presidencial encaminhada nesta terça-feira (2) ao Congresso Nacional sugere que o plebiscito aborde ao menos cinco temas: financiamento público ou privado de campanha, sistema eleitoral (voto proporcional ou distrital), continuidade ou não da suplência para senador, fim ou não do voto secreto em deliberações do Congresso e continuidade ou não de coligações partidárias proporcionais.

Para Taques, a iniciativa do governo federal é uma farsa que visa muito mais desviar a atenção da população das falhas da gestão governamental do que efetivamente resolver os graves problemas do país.

“A democracia permite a participação do cidadão, sou absolutamente favorável à democracia participativa. Sou favorável à consulta pública. Mas não sou favorável à consulta meia-boca”, reforçou Pedro Taques.

Na avaliação do pedetista, o primeiro ponto a ser debatido dentro da reforma política deveria ser a relação entre o poder Executivo e Legislativo. “Pode o Executivo obrigar o Legislativo a votar e aprovar medidas provisórias em tempo record? Temos que debater também: será que é democrático a reeleição? É justo um presidente, com a ‘máquina’ nas mãos, concorrer uma nova eleição?”, questionou.

O parlamentar também alertou sobre a necessidade de mais tempo para o Governo e o próprio Congresso Nacional explicar ao cidadão termos técnicos como, por exemplo, a divisão de distritos, quociente eleitoral e quociente partidário.

Ele observou que temas complexos relacionados à reforma política já são debatidos no Congresso e que, no entanto, sequer foram apreciadas pela Casa. Em 2011, ele participou de uma Comissão instalada para reunir todas as matérias referentes à reforma política. O relatório não foi apreciado até hoje pelo Plenário.

 

 

 

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