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Cuiabá, 13 de Junho de 2026
13 de Junho de 2026

21 de Novembro de 2012, 09h:34 - A | A

POLÍTICA / "LIVRAI-NOS DO LEÃO"

Senado livra parlamentares de imposto; Taques diz que já pagou

Senadores não realizaram pagamentos do imposto do 14º e 15 salários nos últimos 4 anos

ANA ADÉLIA JÁCOMO



Enquanto parte do país feriava, em homenagem ao dia da Consciência Negra (20), os senadores aprovaram em plenário um projeto que livra os "nobres" da obrigação de pagar o Imposto de Renda não recolhido sobre o 14º e 15º salários dos últimos quatro anos. 


Porém, o senador Pedro Taques (PDT), declarou ao RepórterMT que realizou o pagamento referente aos valores não recolhidos, que totaliza R$ 18,178 mil, já que ele assumiu uma cadeira na Casa em 2011. Ele disse que não concorda com a decisão da Casa, que optou por fazer o pagamento e, em seguida, determinou que não seria necessário.


“Eu já paguei a minha parte. Fui contra quando decidiram que o Senado iria pagar. Fiz um parcelamento e já está tudo certo. É absurda essa decisão”, disse ele. Cada salário extra está atualmente em R$ 26,7 mil.


Durante a votação, nenhum senador manifestou-se em plenário no momento da votação, que durou cerca de um minuto e foi conduzida pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A matéria vai à publicação.


A discussão sobre a cobrança da dívida dos senadores foi exposta na Capital pelo secretário de Governo e de Saúde de Várzea Grande Eder Moraes, que acusou Taques de fazer parte do esquema de forma consciente. Leia aqui. Taques, contudo, rebateu as acusações e disse que não havia percebido a falta dos descontos. Leia aqui.


Nacionalmente, o tema foi abordado em agosto, depois que a Receita Federal enviou diretamente para cada congressista a conta do imposto não descontado dos salários extras. Num primeiro momento, José Sarney afirmou que cada um arcaria com sua dívida, mesmo admitindo que a direção do Senado tenha falhado ao não recolher o IR dos últimos cinco anos.


Contudo, senadores pressionaram e conseguiram um mês depois que a Casa assumisse a despesa. A cobrança do período chega a R$ 64 mil para cada senador, excluído juros, multa e correção monetária, mas a conta pode ser maior para quem é parlamentar nos últimos cinco anos.


A reportagem tentou manter contato telefônico com outros dois senadores por Mato Grosso, Blairo Maggi (PR) e Jayme Campos (DEM), no entanto, eles não atenderam as ligações e nem retornaram às ligações.

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Maria José 21/11/2012

A extinção dessas casas é necessária para moralizar-mos o BRASIL.

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1 comentários