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Cuiabá, 13 de Junho de 2026
13 de Junho de 2026

13 de Maio de 2013, 07h:00 - A | A

POLÍTICA / ELEIÇÕES 2014

Sem Maggi, Fagundes seria "plano B" do PR ao Paiaguás

A legenda teve uma participação pífia na última eleição e espera Maggi como candidato ao Paiaguás. WF seria segunda opção

JOÃO RIBEIRO



O deputado federal e presidente regional do PR, Wellington Fagundes, afirmou que está disposto a candidatar-se a governador no próximo pleito, caso o senador Blairo Maggi (PR) não aceite a função. A possibilidade surgiu após ser questionado sobre a participação da legenda nas eleições majoritárias. Segundo o deputado, além dele, o único membro republicano que tem musculatura política para a disputa é próprio Maggi.


“O PR espera que o Blairo seja candidato, mas se o grupo entender que eu devo ser candidato a governador, estou pronto para ser um projeto viável dentro do patido. Candidato por mim mesmo, eu não sou. A única candidatura que hoje posso pleitear é a reeleição, pois conquistei uma votação expressiva nos últimos pleitoss e as pesquisas mostram que a minha reeleição tem grande chance de vitória. As pesquisas recentes, tanto para deputado federal, como para majoritária, mostram êxito. Agora, uma candidatura majoritária não depende só de vontade própria, mas também do apoio de toda base aliada”, disse.  


O Partido da República estaria preocupado com o papel a desempenhar no próximo pleito. A exemplo das eleições deste ano, onde elegeram-se os prefeitos e vereadores dos municípios, o partido teme que sua desenvoltura nas urnas seja novamente considerada pífia. Vale relembrar que a agremiação chegou a anunciar uma candidatura própria à Prefeitura de Cuiabá com o afilhado político de Maggi, o secretário de Logística Intermodal Francisco Vuolo (sem partido), no entanto, diante de manobras internas o grupo optou por aliar-se com o prefeito Mauro Mendes (PSB). A jogada deu certo, contudo, o deputado João Malheiros - eleito vice-prefeito - renunciou ao cargo antes mesmo de tomar posse do Palácio Alencastro.


Na Câmara de Vereadores a legenda só conseguiu emplacar um vereador, Chico 2000. Para as próximas eleições, o PR tem poucos nomes de peso. Apenas Maggi tem prestígio e força política suficiente para encarar uma disputa ao Governo do Estado. Wellington, apesar de ter seis mandatos consecutivos, pode não conseguir um arco de alianças para entrar na disputa. Em abril de 2012, o republicano foi acusado pelo ex-diretor-geral do Dnit Luiz Antônio Pagot (PTB) de fazer "lobby" para a empresa Delta construções, acusada de fraudes em licitações. Consciente disso, Wellington afirmou que uma candidatura para deputado federal seria "mais fácil" de ser emplacada, já que depende praticamente de si próprio. Exigindo poucas coligações. Ele explicou que a disputa para a majoritária é mais difícil, tendo que montar um bloco de alianças maior para ter mais força e chances de vitória. 


O senador Blairo Maggi afirmou ao jornal O Globo nesta semana que não irá concorrer ao governo nas eleições de 2014. Como o prazo para o término do mandato termina só em dezembro de 2018, o senador disse que vai continuar atuando no Senado e cuidando de suas empresas.


Aparece como virtual candidato ao Governo do Estado apenas o senador Pedro Taques (PDT), posto que o presidente da Assembleia Legislativa José Riva (PSD) sofre impedimentos jurídicos. Diante disso, Wellington destacou que a base aliada já faz uma certa "pressão" no PR para definir um nome forte à disputa. “Existe uma pressão da base, mas isso é natural porque já temos uma candidatura posta de oposição, que é a candidatura do senador Pedro Taques. Uma candidatura que não está oficializada, mas que a intenção já está clara”, completou. O deputado revelou que já conversou com o governador Silval Barbosa (PMDB) e que acha fundamental o encontro dos partidos para definir uma posição. 

 

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