ANA ADÉLIA JÁCOMO
Diante da provável candidatura do senador Pedro Taques (PDT) ao Governo do Estado, o Partido dos Trabalhadores (PT) já recusou uma possível aliança entre as legendas. O PT tenta, a todo custo, filiar e lançar à disputa o juiz Julier Sebastião e, segundo o presidente regional da agremiação William Sampaio, não há possibilidade de união neste pleito por conta da tentativa de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).
“É improvável que o PT se alie ao Taques, porque nosso primeiro requisito é que haja apoio à presidente Dilma e o Taques faz oposição no Senado. Os únicos partidos que fazem base de sustentação em Mato Grosso são PSD, PR e PMDB. Temos expectativa que um desses quatro partidos nos ajude a construir o palanque da presidente. O PT pensa no nome do Julier para governador”, disse o presidente.
O esforço do partido em filiar o magistrado já vem de longa data. Desde o último pleito procuram convencê-lo, no entanto, o juiz sempre declinou do convite. Nesta terça-feira (14) Julier classificou a possibilidade de sua candidatura como “conversa fiada”. “É muito cedo para avaliar uma candidatura para governador. Isso é conversa fiada. Eu trabalho pelo Estado como juiz há 20 anos. Se acharem que posso servir na política vou avaliar, mas não há candidatura alguma”, despistou ele.
O ALINHAMENTO - DISCURSO REPETIDO
William Sampaio não fez questão de esconder a empolgação e disse que a legenda está de “portas abertas” para Julier. A expectativa dos petistas é que o juiz se filie nos próximos meses. “Se o Julier aceitar, ele será o candidato da Dilma, da presidente do Brasil. Ele irá dar sequência ao trabalho desenvolvido pelo governador”, disse.
O representante do PT deixou claro que a aliança com o PMDB, do governador Silval Barbosa, será mantida e afirmou que por conta disso, a sigla não irá lançar candidato ao Senado. “Vamos colocar um nome para o Governo, mas para o Senado iremos apoiar a candidatura do Silval”. Além de Julier, o presidente citou o nome do ex-vereador Lúdio Cabral (PT) - derrotado na disputa pela Prefeitura de Cuiabá - e do secretário estadual de Educação Ságuas Moraes (PT) como possíveis candidatos ao Palácio Paiaguás.
O cenário da disputa pelo Governo se repete ao ocorrido nas eleições para escolha do prefeito da Capital. O PSB lançou o prefeito Mauro Mendes, que obteve o apoio do senador Pedro Taques (PDT). Em contrapartida, o PT foi representado por Lúdio, que também alçou a aliança com o PMDB de Silval. Como estratégia de campanha, o petista chegou a colocar no palanque o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Silval. Mendes, que no Estado só tinha o recall de duas campanhas perdidas e o apoio de Taques, venceu o pleito no segundo turno com mais de 20 mil votos de diferença.
Desde vez, Taques entra na disputa ainda mais “sozinho”. Sem um partido de peso, com poucos nomes fortes que possam o apoiar, o pedetista irá novamente lutar contra o discurso do alinhamento entre os governos estadual e federal. Mesmo assim, já é tido como favorito, ficando atrás apenas do senador e ex-governador de dois mandatos Blairo Maggi (PR).
















Neto 14/05/2013
Não adiante virem com essa CUNVÉRSHINHA de ALINHAMENTO POLÍTICO, pois o povo num cai mais nessa palhaçada. Aqui em VG, grande parte dos analfabetos políticos acreditaram nessa falseta e votaram no Prefeito Walace, resultado: estamos tomando até encostar. ALINHAMENTO só existe pra pneu de carro!
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