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Cuiabá, 13 de Junho de 2026
13 de Junho de 2026

12 de Julho de 2011, 18h:18 - A | A

POLÍTICA /

Pagot recua no Senado e se limita a dizer o que todos já sabiam



FERNANDA LEITE    17h00
ANDRÉ MICHELLS
DA REDAÇÃO

O presidente afastado do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot (PR), sabatinado hoje (12) durante mais de 4 horas, na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, jogou um balde com água fria nas pretensões daqueles que o queriam ver atear fogo no governo Dilma. Durante todo o tempo, Pagot falou, falou e acabou não dizendo nada de concreto.

O diretor afastado manteve a postura de negar todas as acusações e atacou parte da imprensa que, segundo ele, inventa coisas. Além da Revista Veja, que detonou o suposto esquema de propinas no Dnit, Pagot atacou o jornal Folha de SP. Segundo ele o informativo veiculou matéria com declarações imputadas a ele, mas que, de acordo com ele, nunca aconteceram.

Pagot intitulou as matérias de distorcidas, quando se referem ao suposto superfaturamento de obras e cobrança de propinas, envolvendo o Partido da República (PR).

A "bomba" falhou. As expectativas eram de que Pagot denunciasse os nomes dos envolvidos no suposto esquema, que fazem parte da legenda do Partido da República e inclusive os do PT que, segundo ameaçou Pagot eram quem realmente mandavam em tudo.

A ação do governo nos bastidores e a apaziguada rápida da cúpula do PR ajudaram a esfriar os ânimos de Pagot e a conter sua "fúria", porém, nada garante que o diretor do Dnit tivesse algo comprometedor sobre a cúpula dos dois partidos. Durante os últimos dias especulou-se que Pagot poderia incendiar o governo do PT, porém não disse nada que comprometesse quem quer que seja.

Sobre obras irregulares, o diretor afastado disse ter conhecimento do assunto e que problemas estão sendo solucionados pela Controladoria Geral da União-CGU e Tribunal de Contas da União-TCU. Blairo Maggi rasgou elogios ao amigo. Já Pedro Taques foi mais enfático e destacou os inúmeros processos contra o Dnit, no TCU e na Controladoria Geral da União.

Ao defender a legenda republicana Pagot disse que a sigla não utilizou o órgão para benefício próprio. "O PR não utilizou o Dnit para cooptar, para buscar qualquer tipo de mecanismo para arrecadar dinheiro para seus cofres. Com relação ao PR, as perguntas devem ser remitidas ao partido e aos deputados de direção, que deverão prestar contas com relação às acusações", esquivou-se Pagot.

No final, Luiz Antônio Pagot fez questão de frisar que ainda está no comando do Dnit, que está de férias e que é o diretor nomeado, até que a presidente Dilma o exonere. Pelo jeito, Pagot , mesmo não dizendo nada que todos já não soubessem, conseguiu seu intento. Permanecer no cargo. Alguém duvida que a pizza já está assando?

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