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Cuiabá, 13 de Junho de 2026
13 de Junho de 2026

07 de Março de 2013, 18h:00 - A | A

POLÍTICA / ROYALTIES DO PETRÓLEO

MT deve "embolsar" R$ 115 milhões com derrubada de veto

Pedro Taques citou experiências internacionais no que diz respeito à repartição de royalties, como a do México, que divide os recursos igualmente.

ANDRÉA HADDAD



Estimativa da Confederação Nacional dos Municípios revela que Mato Grosso pode recuperar R$ 115 milhões por ano e outros R$ 15 milhões para os municípios com a derrubada do veto parcial e a manutenção da redistribuição igualitária dos royalties do petróleo entre os Estados. Na noite desta quarta (6), o Senado não aceitou, por maioria, as mudanças feitas no texto pela presidente Dilma Rousseff (PT).


“Podem parecer números pequenos para os grandes Estados, mas para a nossa gente faz muita diferença – são muitos alunos com uma escola melhor, são muitas cidades com menos risco de ficarem ilhadas, sem estradas, na época chuvosa”, ressaltou Taques.


Ele citou experiências internacionais no que diz respeito à repartição de royalties, como a do México, que divide os recursos igualmente. De acordo com ele, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru vêm fazendo reformas para que a distribuição de renda de produtos minerais seja igualitária.


“Mato Grosso tem sido um dos principais prejudicados por todas as fórmulas de rearranjo da divisão de tributos no país. Não tenho dúvidas de que a divisão dos royalties do petróleo deve ser feita de maneira igualitária e proporcional, atendendo todo o país, sem deixar de compensar os Estados produtores, como manda o parágrafo 1º do art. 20 da Constituição da República de 1988”, disse o senador.


Taques observou que Mato Grosso produz “boa parte” da pauta das exportações do país e que, no entanto, é penalizado por não poder tributar as exportações de produtos sem que exista, na prática, a compensação prometida pela chamada Lei Kandir.


Para o pedetista, a derrubada dos vetos representa justiça na divisão da riqueza comum de toda a nação. “Não podemos deixar de lutar por essa correção de rumos, ainda que não resolva todos os desequilíbrios de nosso sistema tributário. Eu digo mais: sou a favor de Mato Grosso, mas não sou contra o Brasil. A equalização que se pretende é, na verdade, favorável ao conjunto do país”, explicou.


Em aparte, o líder do PT no Senado, Wellington Dias (PT-PI) elogiou o pronunciamento do mato-grossense durante a sessão de derrubada do veto. O petista disse que o Congresso deve reparar uma injustiça.


HISTÓRICO


A presidente Dilma Rousseff (PT) vetou, no ano passado, a maior parte do projeto de redistribuição dos royalties, que dividia entre todos os estados e municípios as receitas arrecadadas com royalties dos contratos atuais e futuros.


Juntamente com o veto, a petista editou uma medida provisória repartindo entre todos, produtores e não produtores, apenas os recursos dos contratos firmados a partir de dezembro de 2012 e mantendo nas mãos dos estados produtores - Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo -, a renda dos contratos atuais. O governo alegou que a mudança em campos já licitados seria “quebra de contrato”.


Os estados não produtores, no entanto, articulam desde o final do ano passado a derrubada do veto para garantir o acesso aos recursos dos contratos atuais. Eles argumentam que, na fórmula da MP, só vão começar a receber royalties a partir de 2020.

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