ANA ADÉLIA JÁCOMO
O senador Blairo Maggi (PR) afirmou nesta quarta-feira (29) que ainda é muito cedo para admitir uma candidatura para o Governo do Estado em 2014. Ele relembrou suas campanhas vitoriosas e disse que seu "recall" (recall político significa chamar de volta para reavaliação popular) é muito alto, fazendo dele o nome mais forte para sucessão do governador Silval Barbosa (PMDB)
Negando o desejo a princípio, o republicano, a exemplo de outras eleições onde sempre negou o projeto, mas concorreu e saiu vitorioso, disse que ainda é cedo para admitir o projeto. Durante coletiva de imprensa na sede do grupo Amaggi, em Cuiabá, o senador disse que o mandato do governador ainda nem chegou na metade, assim como a presidente Dilma Rousseff (PT), por isso seria delicado expor seu nome como candidato.
“Agora é muito cedo para admitir candidatura. Estamos apenas na metade do mandato do governador e da presidente e não acho correto. Essa discussão tem que ser no ano que vem. Mas não digo que não posso discutir qualquer projeto no futuro. Eu disse que não vou disputar, mas o PR pode tentar fazer o convencimento”.
“Eu já disse que não seria candidato em outras eleições, mas é no devido tempo. Se olhar de forma estratégica, meu nome é o mais consolidado. “Tenho um ‘recall’ enorme, porque vou sair fazendo campanha agora? A quem interessa isso? No ano que vem posso voltar atrás dessa decisão, mas vou disputar com as composições que estiverem no momento”, disse o senador.
INDECISO
Apesar das declarações, Maggi afirmou que se sente desestimulado para voltar a comandar o Estado.
Ele, que já foi governador em dois mandatos, disse que tudo na vida tem “validade e vencimento” e que ser chefe do Executivo demanda muito sacrifício, posto que a receita do Estado é inferior às necessidades.
“Tenho um forte viés empresarial e isso me estimula muito. O meu período na política é de 16 anos. Isso já quase uma carreira.
Sempre reluto muito entre fazer política e ser empresário em tempo integral. Para ir para uma disputa, temos que estar muito motivado, muito a vontade e saber que quando se assume o comando é necessário dizer muitos ‘nãos’ a muitas pessoas”, disse Blairo.
COMPOSIÇÕES
O senador afirmou que nunca conversou sobre eleição com o senador Pedro Taques (PDT) – que também é considerado um virtual candidato. Maggi, inclusive fez questão de negar um boato de que ele indicaria sua esposa Terezinha Maggi para concorrer como vice-governadora na chapa encabeçada pelo pedetista. “O Taque sequer me disse que era candidato. Nos encontramos quase todos os dias, mas ele nunca me disse que queria ser candidato, portanto, essa questão de colocar um nome para a vice é muito prematura. Ontem ficou definido que o partido não vai abrir discussão, mas montar o palanque para as disputas estaduais, como deputado e senadores”.
Durante a coletiva, Blairo Maggi foi questionado sobre a possibilidade de sua inicial negação à disputa ser, na verdade, uma estratégia política, com o firme propósito de enfraquecer adversários de disputa, como o próprio Taques, o senador Jayme Campos (DEM) e até mesmo o juiz federal Julier Sebastião (sem partido).
Ocorre que Blairo é o favorito ao Governo e enquanto ele não de decidir, os outros pretensos candidatos tendem a esperar uma decisão para começar a articular o arco de alianças. “Não estou tentando ‘engessar’ ninguém e nem estou segurando os partidos. Se eu for concorrer ano que vem, vou ter que entrar com os partidos que estiverem disponíveis”, finalizou ele.
















