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Cuiabá, 13 de Junho de 2026
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15 de Fevereiro de 2013, 13h:59 - A | A

POLÍTICA / ELEIÇÕES 2014

Júlio aposta em Taques governador e Eduardo Campos presidente

Como a situação do partido é distinta nos Estados, Júlio defende que a fusão ou não do DEM com outra legenda deve ser decidida por cada diretório regional.

ANDRÉA HADDAD



Apesar da "afinidade" com o PSD, o Democratas (DEM) tente a se aproximar, no Estado de MT, do chamado movimento Mato Grosso Muito Mais, formado por PPS, PDT, PSB e PV. Ao menos é o que demonstra o deputado federal Júlio Campos (DEM), ao apostar na pré-candidatura de Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, à Presidência da República em 2014. No Estado, o PDT, do mesmo grupo político, conta com a pré-candidatura de Pedro Taques ao Palácio Paiaguás.


“Em nível nacional, acho que as maiores chances são do PSB deixar de ser governo e fazer oposição. Resta saber se o Eduardo Campos vai ter coragem de sair do ‘status quo’ de governista, romper com a presidente Dilma Rousseff (PT), e encarar uma candidatura própria”.


No âmbito estadual, Júlio diz que o senador Pedro Taques é um “bom” nome para concorrer ao Governo, mas pondera que o DEM não vai abrir mão de indicar liderança na chapa majoritária. “Seja para vice-governador ou ao Senado”.


Na análise do cenário nacional, com reflexos em Mato Grosso, o prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM), também tem chances, segundo Júlio, de concorrer à presidência. Neste caso, o partido ficaria mais próximo do PMDB, pela ligação do democrata baiano com o vice-presidente peemedebista Michel Temer.


Fora isso, na avaliação de Júlio, também há a possibilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concorrer ao Palácio do Planalto, no lugar da aliada Dilma. “Se a crise econômica continuar, a Dilma pode não ser candidata e, de repente, o Lula pode sair, mas acho que as maiores chances são do PSB virar oposição”.


Como a situação do partido é distinta nos Estados, Júlio defende que a fusão ou não do DEM com outra legenda deve ser decidida por cada diretório regional. Segundo ele, os democratas não demonstram mais tanto entusiasmo com o projeto porque se surpreenderam no pleito de 2012.


“As negociações voltaram à estaca zero, pois o desempenho do DEM foi melhor que esperávamos. Elegemos prefeitos com grande capacidade, mesmo assim o DEM não descarta a possibilidade de uma reforma partidária, ter possibilidade de conversar para 2014, podemos fazer fusão ou até firmar coligação para ter tempo no horário eleitoral e deputados”.

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