ANDRÉA HADDAD
O defensor público-geral do Estado, Djalma Sabo Mendes, vai se reunir nesta semana com fornecedores do órgão para avaliar os débitos de R$ 5 milhões oriundos da gestão do antecessor André Luiz Prieto, afastado do cargo por determinação judicial diante de indícios de superfaturamento em contratos.
Com a dívida milionária, o órgão está praticamente “incomunicável”. Para se ter uma ideia, o orçamento anual da Defensoria é de R$ 7 milhões, sendo que deste montante apenas R$ 2 milhões não estão comprometidos com dívidas. No total, há 60 unidades do órgão no Estado.
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Somente com a empresa de telefonia, a dívida chega a R$ 500 mil. Servidores e estagiários não têm como efetuar ligações e acessar à Internet.
Djalma assumiu o cargo neste mês, após votação interna e posterior indicação do governador Silval Barbosa (PMDB), que apreciou a lista tríplice com os nomes mais votados. O novo gestor foi antecedido por Prieto, que teve a prestação de contas, referente ao exercício financeiro de 2011, reprovada pelo Tribunal de Contas do Estado.
Acusado de superfaturar horas de voos com empresa de turismo ao custo de R$ 280 mil, o ex-gestor é alvo de ação civil pública proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE) e acatada parcialmente pelo Judiciário. Conforme a denúncia, houve superfaturamento de horas de voos mediante contrato com a empresa Mundial Viagens ao custo de R$ 285 mil. O promotor Mauro Zaque também diz que Prieto sonegou informações.
Em outro procedimento instaurado pelo MPE, Prieto é acusado de atos de improbidade relacionados à compra irregular de combustível para o abastecimento dos veículos próprios e locados pela Defensoria. De acordo com a MPE, a diferença entre o consumo de combustível no ano de 2010 e 2011 foi superior a R$ 500 mil. Segundo o promotor Clóvis de Almeida Junior, não já justificativa para o aumento dos gastos relacionados.








