DO REPÓRTERMT
O Governo de Mato Grosso pretende destinar R$ 25,34 bilhões ao pagamento de pessoal e encargos sociais em 2027. A despesa corresponde a aproximadamente 55% dos R$ 46,125 bilhões previstos no projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA), lido na Assembleia Legislativa nessa quarta-feira (7).
O orçamento supera em R$ 5,425 bilhões os R$ 40,7 bilhões aprovados para 2026. A alta nominal é de 13,3%, sem descontar a inflação. Para pessoal, o aumento previsto é de aproximadamente R$ 2,2 bilhões, equivalente a 9,5%.
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Os investimentos devem alcançar R$ 5,65 bilhões, crescimento de 23,67%, representando cerca de 12% do orçamento. A Secretaria de Infraestrutura terá R$ 4,337 bilhões, incluindo R$ 1,31 bilhão para pavimentar 517 quilômetros de rodovias.
A Previdência Social contará com R$ 7,91 bilhões. Para Educação, estão previstos R$ 6,85 bilhões, aumento de 12,46%. A Segurança Pública terá R$ 4,92 bilhões, alta de 6,22%.
A habitação passa de R$ 15,4 milhões para R$ 490 milhões, enquanto urbanismo sobe de R$ 200 milhões para R$ 735 milhões. Agricultura terá redução de 9,29%, e energia perderá aproximadamente metade dos recursos.
O Executivo também solicita autorização para abrir créditos suplementares de até 20% da despesa prevista, cerca de R$ 9,2 bilhões, sem nova aprovação dos deputados. O dispositivo permitiria ajustar dotações durante a execução do orçamento.
Na dívida pública, a proposta prevê queda de 8,69% nos gastos com juros e encargos. Já a amortização, destinada ao pagamento do principal, crescerá 72,42%, alcançando R$ 674,6 milhões.
Segundo a Secretaria de Fazenda (Sefaz), o planejamento busca controlar as contas e reduzir o endividamento. O Governo atribui ao Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal (PAF) uma redução de 12,2% no estoque da dívida estadual.
As estimativas econômicas consideram retração de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso em 2026, influenciada por queda de 7,1% na agropecuária. Para 2027, a projeção é de crescimento de 5,27%.
O projeto ainda será discutido pelos parlamentares e poderá receber emendas. A votação definitiva está prevista até o fim do ano, para vigorar a partir de 1º de janeiro de 2027.









