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Cuiabá, 13 de Junho de 2026
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01 de Fevereiro de 2013, 13h:38 - A | A

POLÍTICA / FICHA SUJA

Denunciado por 3 crimes, Calheiros vence Taques e preside Senado

FOLHA DE SP



Denunciado pela Procuradoria-Geral da República por três crimes, Renan Calheiros (PMDB-AL) é o novo presidente do Senado. Foi eleito na manhã desta sexta-feira (1º) em votação secreta por seus pares, com 56 votos.

 
O outro candidato foi o senador Pedro Taques (PDT-MT), que recebeu 18 votos. Dois senadores votaram em branco e outros dois, nulo.
 
Taques havia recebido apoio público de bancadas de oposição como a do PSDB e a do DEM, e da governista do PSB. Mas as promessas de manutenção de cargos na Mesa Diretora falaram mais alto.
 
Os crimes que o Ministério Público Federal atribui a Renan levaram ele a renunciar à presidência do Senado, cargo que ocupava desde 2005, em 2007.
 
Senadores de oposição criticaram a manutenção da candidatura de Renan, mas já consideravam sua eleição uma inevitabilidade.
 
Como disse Álvaro Dias (PSDB-PR), não havia fatos novos para o "público interno" --governo e Senado.
 
Em entrevista ontem à Folha, Renan disse estar confortável em assumir a presidência do Senado mesmo sob suspeita, por considerar que a ação da procuradoria era motivada politicamente.
 
A denúncia do procurador-geral, Roberto Gurgel, ocorreu na semana passada, e hoje cedo a revista "Época" divulgou o teor da acusação: falsidade ideológica, uso de documentos falsos e peculato.
 
O senador é acusado de pagar despesas pessoais com dinheiro de Cláudio Gontijo, que trabalha para a empreiteira Mendes Júnior.
 
Para justificar que tinha renda para fazer os pagamentos, Renan apresentou documentos e afirmou que tinha ganhos com a venda de gado. O senador pagava uma pensão mensal à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.
 
A denúncia também aponta o peculato decorrente do desvio da verba indenizatória do Senado. Renan, diz a procuradoria, desviou recursos da Casa para uma locadora de carros que pertence a um laranja do senador.
 
SILÊNCIO
 
Em seu discurso antes da votação, Taques disse que a eleição de Renan acontece em meio ao "silêncio dos covardes". A declaração foi dada ao final de sua fala, quando houve um momento de breve silêncio.
 
"Eu peço o voto de cada senador. Peço silêncio aos senhores. Ouçam esse silêncio. Esse silêncio é o silêncio do covarde. É o silêncio de quem tem medo. Sintam esse silêncio. Esse é o silêncio de quem aceita, de quem não resiste. Expresso a vossa excelência, senador Renan Calheiros, meus respeitos pessoais", afirmou o senador.
 
Já Renan, em seu discurso como candidato, deu um recado aos chamados "independentes" ao dizer que a ética é uma "obrigação de todos nós".
 
"A ética não é objetivo em si mesmo. O objetivo em si mesmo é o Brasil, o interesse nacional. A ética é meio, não é fim. É obrigação de todos nós, responsabilidade de todos nós e dever desse Senado Federal", afirmou. Em sua fala, Renan evitou comentar a denúncia da procuradoria.

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ALMEIDA 02/02/2013

Pelo amor de DEUS, quem votou nesse cara? só pode ser da mesma quadrilha que ele!!, ja foi provado de varias maneiras as falcatruas da pessoa e ainda reelegem ele para senador e outra se tudo der errado ele vira presidente do pais, ai é filho de Sarney o rei do maranhão, opa amapá.

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Sebastião 01/02/2013

Como pode esse indivíduo falar em ÉTICA, quando na verdade se ele fosse ético, não concorreria à presidência a esta altura. Ético foi o senador Pedro Taques que não se acovardou e concorreu dignamente, mesmo sabendo que seria vencido pelo corporativismo e pela covardia e puxa-saquismo da maioria.

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2 comentários