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Cuiabá, 14 de Junho de 2026
14 de Junho de 2026

16 de Junho de 2013, 11h:02 - A | A

POLÍTICA / ELEIÇÕES 2014

Com foco no Senado, Serys quer ir para o PTB de Galindo

Serys tenta voltar a um cargo eletivo desde 2010, quando, sem êxito, tentou se reeleger senadora

ANA ADÉLIA JÁCOMO



Com vistas à eleição do próximo ano, a ex-senadora Serys Marly Slhessarenko (ex-PT) já articula sua volta ao Senado. Ela afirmou neste sábado (15) que em 20 dias deve anunciar sua filiação no PTB. A agremiação pretende lançar ainda o ex-diretor do Dnit Luiz Antônio Pagot para uma vaga na Assembleia Legislativa e o ex-prefeito Chico Galindo para deputado federal.


Serys disse que está disposta a entrar na disputa eleitoral e que inclusive recebe muitos apelos de eleitores nas ruas. Sobre a afinidade ideológica com o PTB, ela foi enfática ao afirmar que no Brasil, nem mesmo o Partido dos Trabalhadores (PT) – sua ex-legenda- conseguiu se manter fiel aos ideais defendidos no passado, sendo este um dos principais motivos de sua desfiliação.


“Não tenho como procurar um partido seguindo meus ideais. Não existe a menor possibilidade de encontrar. Há semelhanças, mas até mesmo o ideário de origem do PT mudou muito. Agora estou mais próxima do PTB e a disputa pelo Senado é possível”, disse.


Além do PTB, Serys citou o PDT, que, segundo ela, também a convidou para ingressar no grupo. No entanto, a ex-senadora declinou do pedido e explicou ao site que não há espaço dentro do partido para uma eleição ao Senado, posto que a candidatura do senador Pedro Taques ao Governo do Estado é dada como certa.


“O PDT insiste muito para eu ir com eles. Tenho uma ótima relação com o Taques, mas é um partido que, hoje, não dá nenhuma possibilidade de eu ser candidata ao Senado. Não tem como lançar o Taques no Governo e eu no Senado. Acredito que a chapa do PTB, com Galindo, Pagot e eu, se der mesmo certo, será forte. Minha decisão será anunciada em breve. Não dá para esperar muito”, finalizou ela.


Serys pediu a desfiliação partidária do PT durante o segundo turno nas eleições municipais deste ano, sob o argumento que se sentia discriminada no partido. A atitude não foi vista com bons olhos e o racha foi profundo. Precedendo sua saída, mais de 200 membros pediram desfiliação em solidariedade a situação da ex-senadora.


Na verdade, Serys tenta voltar a um cargo eletivo desde 2010, quando tentou se reeleger senadora, mas foi barrada pela cúpula do PT, que optou por lançar Carlos Abicalil na disputa.


Em 2012, ela tentou articular uma candidatura à Prefeitura de Cuiabá, mas não teve nem mesmo tempo de neutralizar o ex-vereador Lúdio Cabral, que também saiu derrotado, mas levou o pleito ao segundo turno.


Agora, Serys aposta no grupo de Galindo, que tem uma das maiores bancadas de vereadores na Câmara de Cuiabá, com Dilemário Alencar, Leonardo de Oliveira e Professor Néviton.

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