ANA ADÉLIA JÁCOMO - DA EDITORIA
O presidente estadual do Partido Progressista (PP), Ezequiel Fonseca, afirmou nesta sexta-feira (4) que a legenda “respira aliviada” após a filiação do empresário Eraí Maggi, que disputará o Governo do Estado em 2014. Segundo ele, a aproximação com o “rei da soja” ocorreu a cerca de 15 dias, e os diálogos foram intermediados pelo senador Blairo Maggi (PR), primo de Eraí.
“Não comentei com quase ninguém sobre nossa aproximação, mas eu vinha conversando com o Blairo e disse a ele que o PP era o partido onde o Eraí teria mais tranquilidade para fazer o trabalho de pré-candidato a governador, ou para senado. O Eraí foi convencido de que o PP é o partido ideal. Falamos com vários colegas que ajudaram nessa articulação e fechamos com ‘chave de ouro’, trazendo um candidato forte”, comemorou o presidente.
Eraí é considerado o "rei da soja" porque responde pelo Grupo Bom Futuro, gigante do agronegócio, mas não tem qualquer experiência na política, já que nunca participou de um pleito antes. Mesmo assim, Ezequiel confia na aptidão do novato. Ele relembrou a eleição de Blairo em 2002, quando o republicano foi eleito governador de Mato Grosso sem nunca antes ter participado de um pleito.
“Temos o exemplo do Blairo que, por ser o novo, fez a diferença. Entendemos que o Eraí não é político, mas ele conhece muito bem Mato Grosso e tem o agronegócio do seu lado. Além disso, vamos trocar experiências com eles. O PP está em 132 municípios”.
ARCO DE ALIANÇAS
Ezequiel afirmou que o PP provavelmente irá manter as mesmas coligações das últimas eleições que elegeram o governador Silval Barbosa (PMDB). O PT, PSD, PR e o PMDB deverão se unir com o firme propósito de enfrentar o pré-candidato ao Governo do Estado, senador Pedro Taques (PDT). “Esse arco tende a se aproximar novamente, como no passado. Vamos mostrar que de gestão o Eraí entende. É isso que a população de um político”.
O presidente disse que a legenda irá lançar 11 candidatos a deputado estadual, além do candidato próprio ao Governo. “O PP vai ter um candidato a governador. Isso é uma coisa fantástica e, nessa linha a expectativa é que a gente saia vitorioso”.
PASSADO VERGONHOSO
Na tentativa de desvincular o nome do ex-dirigente da agremiação deputado federal Pedro Henry, Ezequiel chegou a pedir que a imprensa pare de associar o partido à condenação sofrida pelo mensaleiro no julgamento do mensalão. Henry foi condenado a sete anos de prisão por envolvimento no esquema, deixou o partido e exerce a medicina em Cuiabá longe da vida política.
“O PP mudou e isso precisa ficar claro. A imprensa tem que parar de falar do Pedro Henry como mensaleiro. O momento é outro e vamos falar do futuro, da renovação, buscando candidatos. Estamos nos oxigenando e agora com um candidato a governo temos nossas energias renovadas”, avaliou Ezequiel.
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