MAYARA MICHELS
Cerca de 20 cabos eleitorais contratados pela candidata a deputada estadual Professora Jacy Proença, no ano passado, denunciaram ao RepórterMT, a falta de pagamento pelos meses trabalhados durante a campanha de 2010, onde a mesma saiu derrotada nas urnas. Jacy junto com o filho teriam feitos os contratos com as lideranças de bairros, porém, o contrato não foi pago ao final dos trabalhos.
Segundo uma das líderes do bairro Parque Cuiabá, Maria Auxiliadora, o seu contrato foi de R$ 1.200 por um período de dois meses. A função dela era visitar todas as casas do bairro juntamente com outras quatro pessoas da região a fim de promover à candidata.
Cada bairro tinha dois grupos de quatro pessoas. “No panfleto que entregávamos tinha a foto dela e do Mauro Mendes. Muitas pessoas receberam o dinheiro, acho que os contratos extras que ela fez, ela não deu conta de pagar”, relatou uma das líderes e consultora de vendas Maria Auxiliadora.
Segundo a denúncia, após a derrota nas eleições tanto a Jacy quanto o filho sumiram, não atendem mais os telefonemas. Após uns dois meses, uma das prestadoras de serviço conseguiu falar com eles e foi informada que, eles estavam sem dinheiro e que tinham colocado um veículo da família a venda para quitar os débitos da campanha, entretanto, nunca mais apareceram ou deram satisfação.
Para a integrante de outro grupo da região do Cóxipo, Elsa Rodrigues, a falta de consideração e respeito por parte da candidata é maior que o dinheiro que eles têm para receber. “Estão falando que ela vai se candidatar novamente, se ela mostrou ser irresponsável com uma coisa simples, imagina administrando a cidade. O principal ela não tem, que é a honestidade. Mas o que se faz aqui se paga, ela usou de má fé”, revelou uma dona de casa que também espera pelos seus dois meses trabalhados.
Alguns grupos incluindo dois do Parque Geórgia protocolaram neste ano no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) um documento com cópias dos contratos, alegando que a candidata teria feito compromisso e não arcando com as despesas. Algumas pessoas, incluindo a consultora Maria Auxiliadora também procuraram o Ministério Público do Trabalho(MPT) para receber os dias trabalhados.
“No dia da assinatura do contrato, eles deram uma cópia para nós sem assinar, então temos cópias em branco. Mesmo assim temos provas que trabalhamos para eles e comparecemos nas reuniões. O MPT marcou a primeira audiência com ela, porém, ela não compareceu. Estou aguardando a segunda”, contou a consultora.
Segundo o TRE, por meio de sua assessoria de imprensa, eles confirmaram as denúncias recebidas pelos cabos eleitorais e disseram que todas foram repassadas ao Procurador da República Thiago Lemos de Andrade, que é responsável pelas investigações.
OUTRO LADO
A professora Jacy Proença disse ao RepórterMT que desconhece a falta do pagamento. “Quem teve contrato recebeu o dinheiro. Não tenho nada a declarar sobre isso, não conheço essas pessoas”, disse Proença.
Ela afirma ainda que, essas pessoas são oportunistas e querem prejudicar sua futura candidatura para as eleições municipais. “Essas pessoas estão vendo que eu vou me candidatar e querem me atrapalhar”, concluiu candidata a prefeitura de Cuiabá em 2012.
















Marli Antunes 23/02/2012
Queremos receber.Moro no Jardim Vitoria aconteceu a mesma coisa falta de pagamento
Marli Antunes 23/02/2012
Queremos receber.Moro no Jardim Vitoria aconteceu a mesma coisa falta de pagamento
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