ANA ADÉLIA JÁCOMO
A disputa pelo Governo do Estado, que ocorre no próximo ano, já vem movimentando os bastidores da política mato-grossense. O analista político João Edisom acredita que o senador Blairo Maggi (PR) pode ser reconduzido para o cargo com facilidade, com uma campanha barata e relativamente fácil. Blairo foi governador reeleito de 2002 a 2009, deixando o posto para concorrer ao senado em 2010.
Sem concorrentes de peso, o republicano pode ser candidato “único” ou disputar com o grupo político do também senador Pedro Taques (PDT). Mas para que o pedetista alcance algum sucesso na campanha, o analista acredita que ele precisaria investir pesado na conquista do setor do agronegócio. João citou o nome do mega produtor de soja Eraí Maggi Scheffer, primo do senador Blairo, como uma alternativa para Taques conseguir se viabilizar na disputa.
Caso o republicano não encare uma campanha, o mais provável, segundo João Edisom, é que os grupos políticos do presidente da Assembleia Legislativa José Geraldo Riva (PSD) e de Taques polarizem o debate.
“Se o Blairo não sair candidato, surge outro cenário. Pode haver um embate direto entre o Riva e o Taques. Ai cai para a baixaria, mas por outro lado, pode haver o inverso disso. O PDT e o PSD lançam candidatos e tentam se consolidar pela coligação. Mas acredito que o Taques, com um bom vice que represente o agronegócio, é o único que tem condições de ‘peitar’ o Blairo, caso os dois entrem na campanha ”, afirmou o analista.
Riva, no entanto, não deve enfrentar a corrida para ocupar a cadeira de Chefe do Executivo estadual, posto que enfrenta cerca de 100 processos por improbidade administrativa. Leia mais AQUI.
“Na realidade existem três candidatos. O Blairo é o maior de todos, então, depois vem o Taques e
o Riva. O argumento do Riva é forte. Ele diz que sua participação na disputa pode trazer o debate para ataques pessoais, sem foco nas propostas. Ele deixou em aberto uma possível composição com o Blairo, mas essa composição não se trata de ser vice, mas de apoio à campanha republicana”, disse João.
Apesar das possibilidades, para o analista, a participação de Riva na campanha de 2014 deve ser apenas de composição. Ele descartou a probabilidade de o social-democrata disputar uma vaga no Congresso Nacional. “Não vejo o Riva fora do Estado. Ele teria que começar uma articulação muito forte em Brasília. Ele não concorreria para um cargo fora do Estado porque gosta de controle, e não tem como controlar um senador ou um deputado federal de oposição”.
Quanto aos outros partidos, como o PMDB, PSB e PT, o analista acredita que não irão lançar uma candidatura própria. “Eles vão ‘jogar confetes’ e querer fazer barulho, mas não deve sair desse trio que citei”, finalizou ele.
















paulo 12/03/2013
NÃO SEI PQ, MAS ESTA "ANÁLISE" ME PARECE DE ALGUM CABO ELEITORAL DO SENADOR MAGGI. NÃO VEJO UMA ELEIÇÃO "TÃO FACIL" ASSIM CONTRA O SENADOR TAQUES
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