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Cuiabá, 13 de Junho de 2026
13 de Junho de 2026

09 de Junho de 2011, 01h:10 - A | A

POLÍTICA /

Blairo dá assunto Palocci por encerrado e votaria contra CPI



FERNANDA LEITE        16h47
DA REDAÇÃO

Após anúncio da saída do ex-ministro da Casa Civil, Antonio Pallocci (PT) na noite de ontem (7), a oposição no senado, que exigia a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) amanheceu em silêncio nesta quarta-feira (8).

Segundo o senador Blairo Maggi (PR), que já se posicionou contra a abertura da CPI, "as próprias lideranças que questionavam a abertura do inquérito permaneceram em silêncio. Acho que este assunto está morto, e penso que não haverá abertura da CPI", disse o senador.

Maggi disse que não cabe mais ao senado investigar a multiplicação do patrimônio do ex-ministro. "Eu não vou assinar por que não é mais de nossa responsabilidade saber como o Pallocci conseguiu aumentar tanto seus bens. O Ministério Público deve atentar em realizar as denúncias", disse Blairo.

Também se manifestou contra a CPI o presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), que definiu o caso como "página virada".

Caso o senado não continue o processo de abertura da CPI, caberá ao Ministério Público Federal (MPF) pedir explicações sobre o aumento abusivo do patrimônio de Pallocci.
Da bancada mato-grossense

Também manifestaram apoio à instalação de uma CPI no Senado, o senador Pedro Taques (PDT), que assinou ontem (7) o requerimento, e o democrata Jayme Campos.

No Senado, os líderes do PSDB e do DEM ainda precisam de 27 assinaturas de outros senadores para a instalação da CPI.

A segunda queda de Palocci

As informações são de que o patrimônio do ministro teria se multiplicado 20 vezes em quatro anos.

Antonio possui um apartamento em São Paulo estimado em R$ 6,6 milhões. Um ano antes, ele adquiriu um escritório na cidade por R$ 882 mil.

Ao se defender, Palloci disse que o aumento de seus bens se deve ao lucro de sua empresa de consultoria, a Projeto teve.

Ao Jornal Nacional, da Rede Globo, pallocci disse que sua empresa não atuou com contratos públicos.

A Procuradoria Geral da República (PGR) solicitou explicações ao ministro, mas decidiu arquivar os pedidos de investigação por considerar que não houve indícios de procedimentos ilegais.

 

 

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