ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
O senador Wellington Fagundes (PL) comentou sobre os temas que abordará no encontro que terá com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no Complexo da Papuda, marcado para 7 de março.
Longe de ser apenas uma visita de cortesia, o parlamentar confirmou que vai levar ao ex-mandatário o plano de converter sua pena em prisão humanitária domiciliar. Segundo Wellington, a estratégia já está sendo costurada nos bastidores de Brasília para encerrar o que ele classifica como "perseguição".
A conversa dentro da prisão terá como base uma articulação que, segundo o senador, envolve ministros do Supremo Tribunal Federal. “Levar a ação que fizemos com o ministro Gilmar Mendes, ele já está conversando, já conversou com outros parlamentares, inclusive já falou comigo, e provavelmente nós teremos a evolução da prisão do presidente Bolsonaro com justiça para ser uma prisão humanitária domiciliar”, revelou Fagundes em vídeo.
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O senador mato-grossense defende que o atual regime de reclusão de Bolsonaro é desproporcional e que o Congresso deve atuar para revisar as penas aplicadas. “Não podemos ter pena que seja uma perseguição, continuaremos trabalhando para que também possamos derrubar aqui o veto da dosimetria”, afirmou, deixando claro que o objetivo é usar o peso político para flexibilizar a punição do líder da direita.
Além do xadrez jurídico, Wellington quer usar os 120 minutos autorizados por Alexandre de Moraes para carimbar sua lealdade diante do ex-presidente, visando a disputa ao Governo de Mato Grosso em outubro.
“Espero que Deus me ilumine e que eu possa estar lá para levar o abraço de muitos mato-grossenses e, claro, de todos nossos companheiros aqui da oposição também”, concluiu o parlamentar.
Os encontros políticos na Papudinha ocorrem após a definição da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.














