ANDRÉA HADDAD
Apesar de evitar culpar o antecessor, Chico Galindo (PTB), pela dívida de R$ 229 milhões da Empresa de Saneamento da Capital (Sanecap), herdada pelo Executivo, com a concessão dos serviços à CAB Ambiental, o prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) reconhece que não efetuaria a transação com a iniciativa privada ao custo de R$ 140 milhões pela outorga. O valor seria baixo demais.
“Se eu fosse o prefeito na época, não teria terceirizado os serviços. Isso eu falei na época e reafirmo. Mas não quero apontar culpados”, frisou o socialista nesta quinta (7), em coletiva na sede do Executivo.
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No demonstrativo apresentado pelo prefeito, entre 2002 e 2012, a autarquia acumulou débitos de R$ 131 milhões com a Rede Cemat. A prefeitura também arca com R$ 7 milhões pela cessão de uso do sistema de água e esgoto de 2002 a 2007.
As ações trabalhistas, do período de 2009 a 2012, somam R$ 29 milhões, enquanto as civis, entre 2003 e 2012, estão na ordem de R$ 22 milhões. Os débitos tributários, contraídos entre 2008 e 2012, chegam a R$ 27 milhões. Outras despesas não especificadas somam R$ 10 milhões, de 2011 e 2012.
O vereador cuiabano Toninho de Souza (PDT) disse que vai iniciar uma campanha em prol do rompimento do contrato com a CAB Ambiental. Ele reclama do preço da tarifa e do serviço prestado na contrapartida. “Esta transação foi ótima para quem comprou, pois a dívida fica com o município”.








