DA REDAÇÃO 10h45
A troca do modal de transporte BRT (Bus Rapid Transit) para VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) em Mato Grosso pode gerar prejuízo ao patrimônio público. A afirmação é do coordenador do Grupo de Trabalho Copa do Mundo FIFA 2014 do Ministério Público Federal, Athayde Ribeiro Costa.
Nesta quinta-feira, parlamentares se juntaram a representantes do Tribunal de Contas da União (TCU), Controladoria-Geral da União (CGU) e Ministério Público Federal (MPF) para a quarta audiência pública do seminário Primeira Avaliação Parlamentar da Copa do Mundo de 2014, que discutiu, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), a fiscalização das obras da Copa do Mundo de 2014.
Conforme relatou Athayde Costa, na capital do Amazonas, o modal escolhido foi o monotrilho, entretanto, ainda não há estudos de demanda e nem tarifário. De acordo com o MPF, a previsão é de que a passagem do transporte em Manaus custe aproximadamente R$ 8,00, preço "salgado" para o trabalhador. No caso da sede na Amazônia, a sugestão do MPF é que o Governo local "desista" do empreendimento sob pena de gerar prejuízos ao erário publico.
De acordo com o coordenador, a troca de modais em Cuiabá sem os estudos contundentes pode gerar grandes dificuldades no futuro. "Quero deixar claro que o MPF não é contra a Copa. Sabemos da importância do evento e queremos seu sucesso. Mas, não podemos permitir que o patrimônio público sofra em detrimento de interesses privados até porque recuperar o dinheiro perdido é muito difícil", alertou Costa.
O senador Pedro Taques (PDT-MT) lembrou que a preocupação do MPF é a preocupação de todos os brasileiros para que a Copa não seja uma "tragédia anunciada".
O mato-grossense chegou a questionar a escolha do modal VLT para Mato Grosso, uma vez que o Estado foi escolhido como cidade-sede da Copa prevendo a implantação do BRT na Capital. Uma das preocupações de Taques é o preço final da passagem. Levantamento extra-oficial aponta que a tarifa passaria de R$ 1,80 para R$ 3,60.
A mudança de projeto, conforme o senador Pedro Taques afirma, já prejudica o andamento das obras da Copa em Mato Grosso, uma vez que o BRT já contava com uma linha de crédito e apoio do Ministério das Cidades para financiamento junto à Caixa Econômica Federal; ou seja, "as obras já poderiam ter se iniciado".















