LUÍZA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
O vice-prefeito de Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá), Tião da Zaeli (PL), justificou a renúncia ao cargo sob o argumento de que não vinha sendo consultado nas decisões da gestão desde dezembro do ano passado. Insatisfeito, afirmou que já comunicou o Partido Liberal e que, apesar de abrir mão do mandato, continuará atuando em prol da população várzea-grandense.
Está marcada para a manhã de hoje (31) a entrega formal da carta de renúncia, na Câmara Municipal da cidade. Posteriormente, o político concederá coletiva de imprensa.
“Uma decisão que nós tomamos já há alguns dias, uma decisão que eu estou compartilhando ela com o partido, o partido pediu para aguardar até um pouco mais logo, mas a minha decisão pessoal está tomada uma vez que está posto que desde dezembro eu não faço parte das decisões, de tudo que vem acontecendo em Várzea Grande”, declarou.
Na ocasião, ele chegou a citar que a legenda teria pedido que aguardasse antes de formalizar a decisão, o que preferiu não acatar. Tião ainda afirmou que a saída já vinha sendo planejada há algum tempo.
“Essa questão oficial já fazia parte do meu cronograma. Eu tenho um projeto na federação, que eu estou trabalhando para tão logo estar à frente da federação se assim nossos companheiros decidirem, desenvolvendo trabalho também em benefício da sociedade várzea-grandense, mato-grossense”.
Por federação, ele se refere à candidatura à presidência da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT).
Os impasses entre o vice-prefeito e a chefe do Executivo, Flávia Moretti (PL), não são recentes e começaram ainda no início do mandato, marcado por turbulências.
Os episódios mais recentes de desgaste envolvem o comando do Departamento de Água e Esgoto (DAE), principal gargalo da gestão. A estrutura havia ficado sob responsabilidade do vice, mas, após uma série de críticas, foi retomada pela prefeita. Outro ponto de atrito foi a nomeação do ex-secretário de Educação Igor Cunha, indicado por Tião, mas rejeitado por Flávia.
Vale lembrar que prefeitos eleitos pelo Partido Liberal nas três maiores cidades de Mato Grosso enfrentam desarmonia com seus vices, a exemplo de Abilio Brunini (PL) e Coronel Vânia Rosa (MDB), em Cuiabá, e de Cláudio Ferreira (PL) e Altemar Lopes (PL).
















