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Taques: a espionagem dos EUA viola leis brasileiras e tratados internacionais (Foto:Reprodução)
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O senador de Mato Grosso, Pedro Taques (PDT) foi indicado para ser o vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Espionagem, que visa apurar denúncias de espionagem dos Estados Unidos contra o Brasil. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) foi indicada para ser a presidente e o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) para a relatoria da comissão.
Em sua primeira reunião, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Espionagem aprovou requerimento solicitando proteção da Polícia Federal (PF) para o jornalista americano Glenn Greenwald e seu companheiro, o brasileiro David Miranda.
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Os três parlamentares foram os autores do pedido de proteção policial para Greenwald, jornalista responsável por divulgar dados secretos coletados pelo técnico Edward Snowden, ex-funcionário da agência de segurança nacional dos EUA (NSA). Segundo o jornalista, documentos em análise, que podem ser divulgados a qualquer momento, trazem informações estratégicas sobre a política e o comércio do Brasil.
Companheiro de Greenwald, David Miranda foi recentemente detido no Aeroporto de Heathrow, na Inglaterra. Ele teve telefone, computador, câmera e outros objetos pessoais apreendidos, além de ter sido interrogado por várias horas.
A CPI foi criada para investigar denúncia de que o governo americano monitorou milhões de e-mails e telefonemas no Brasil. Até a presidente Dilma Rousseff e assessores próximos teriam sido vítimas da espionagem. Vanessa Grazziotin, que propôs a investigação, informou que a CPI deverá investigar quais empresas de telecomunicação no Brasil estariam colaborando com os EUA por meio de transferência de dados sigilosos e também avaliar medidas para aumentar a segurança da informação.
Para o vice presidente, Pedro Taques, a questão da soberania brasileira é essencial na CPI. Segundo ele, a espionagem dos EUA viola leis brasileiras e tratados internacionais.(com Agência Senado)














