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17 de Outubro de 2015, 17h:00 - A | A

POLÍTICA / ROUBADAS DA COPA

Silval mandou diminuir viaduto da UFMT e fez elevado onde seria trincheira

"Quando descobriram aquele pilar fora de prumo, não foi um erro do consórcio e sim porque diminuíram o tamanho, neste caso tiveram que mexer na estrutura. A Avenida Parque do Barbado é um crime contra Cuiabá", disparou o ex-diretor da Agecopa.

Reprodução

As mudanças impostas por Silval seriam para economizar, mas acarretaram em erros graves.

As mudanças impostas por Silval seriam para economizar, mas acarretaram em erros graves.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



Os motivos que tornaram a gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) a pior da história de Mato Grosso vem sendo, aos poucos, revelados por ex-aliados. Nesta semana, o ex-diretor de Infraestrutura da extinta Agecopa, Carlos Brito, contou durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das obras da Copa que Silval mandou diminuir cerca de 80 metros do viaduto da UFMT por falta de recursos.

"Vocês viram que o viaduto da UFMT tranca o cruzamento da Avenida Brasília, em frente ao shopping Três Américas. Ele foi encurtado em 80 metros porque o governo queria reduzir custos", revela Brito.

O complexo fazia parte dos projetos do governo do Estado para a realização da Copa do Mundo de 2014 na capital para a implantação do Veiculo Leve Sobre Trilhos (VLT) que já consumiu 80% do valor inicialmente orçado (R$ 1,47 bilhão), mas apenas 30% do trabalho foi feito.

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O ex-diretor lembra ainda que o erro no acabamento de um dos pilares de sustentação das vigas pré-moldadas do viaduto, que estava em tamanho menor que os pilares corretos, não foi falha do consórcio e sim um ajuste para encurtar a extensão da obra.

"Quando descobriram aquele pilar fora de prumo, não foi um erro do consórcio e sim porque diminuíram o tamanho, neste caso tiveram que mexer na estrutura. A Avenida Parque do Barbado é um crime contra Cuiabá", disparou.

“Vocês viram que o viaduto da UFMT tranca o cruzamento da Avenida Brasília, em frente ao shopping Três Américas. Ele foi encurtado em 80 metros porque o governo queria reduzir custos. Quando descobriram aquele pilar um pouco acima do que os outros, não foi um erro do consórcio e sim porque diminuíram o tamanho, neste caso tiveram que mexer na estrutura. A Avenida Parque do Barbado é um crime contra Cuiabá. Por conta desse VLT”, critica o ex-Agecopa.  

Outro detalhe importante que foi revelado por Brito aos membros da CPI, é que no lugar do viaduto da Sefaz, e que muitos apelidaram de “Hot Wheels”, na verdade era para ser uma trincheira para aliviar o fluxo na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, mas uma vez, por falta de recursos, o projeto foi alterado. É importante ressaltar, que após a inauguração foi necessário interditar o local por duas vezes para fazer reparos, pois a obra oferecia risco a população devido a frágil estrutura.

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Silval Viaduto

Segundo o ex-diretor de Infraestrutura da Agecopa, Carlos Brito, no lugar de uma trincheira o ex-governador construiu o viaduto para economizar.

 

“O brinco da rainha, era uma trincheira ligando a Juliano Costa Marques a Avenida da Assembleia com pista dupla, mas virou viaduto", declarou Brito.

“O brinco da rainha, era uma trincheira ligando a Juliano Costa Marques à Avenida da Assembleia com pista dupla, mas virou viaduto. A Miguel Sutil que vem duplicada, mas quando chega à Carmindo de Campos vira uma rua, nós defendíamos que fosse duplicada”, conta Brito.

O mesmo aconteceu em Ruas e Avenidas de Cuiabá e Várzea Grande que tiveram projetos cancelados, alterados e não concluídos e que também fazem parte do “legado” de Silval.

“A Estrada do Moinho duplicada desde lá do Tijucal, mas quando chega ao Jardim Leblon você não vai a lugar nenhum, existe apenas uma rotatória e um monte de ‘ruazinhas’. Defendíamos que chegasse duplicada até a Jurumirim. Iriamos ligar o Parque do Lago com a Avenida 31 de Março em Várzea Grande, para integrar o bairro que fica escondido. Mas não fizemos esses projetos para sobrar recursos e construir o VLT”, confirma.

Brito conclui dizendo que o “preço que pagamos foi muito grande. Projetos importantes foram abandonados. Falavam que estávamos atrapalhando, mas atrapalhando o que? Sendo que defendíamos que achávamos certo”.

Carlos Brito deixou a extinta Secopa (antes Agecopa) após desentendimento com então secretário Eder Moraes.  Os motivos seriam as várias divergências relacionadas ao andamento das obras da Copa e do próprio VLT.

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Marcela 20/10/2015

O fato é: Roubou, roubou e roubou mais um pouco... Isso não dá pra esconder! TODAS as obras da copa estão um lixo, FEITAS PELAS COXAS, colocando a vida da população em risco, esses 'CARAS' não pensaram nenhum pouco no povo, ROUBARAM O DINHEIRO e que se dane os mato-grossenses!! QUANTAS VIDAS FORAM CEIFADAS COM OS DESVIOS DESTAS VERBAS?? (dinheiro que poderia ser investido em hospitais, escolas, segurança...) COMETERAM CRIME, CRIME CONTRA TODA A POPULAÇÃO HABITANTE DE MT. (ROUBARAM O MEU, O SEU, O NOSSO DINHEIRO) AINDA CORREMOS O RISCO DE MORRER A QUALQUER MOMENTO COM O DESABAMENTO DESSAS 'OBRAS' ESDRÚXULAS!! Corruptos MERECEM PENA MÁXIMA! Pois se fosse o ZÉ que roubou uma galinha, iria apodrecer na cadeia né!?

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João Moessa de Lima 18/10/2015

Não havia pilar fora do prumo como está na matéria e sim pilar com altura menor que a prevista. Este erro não tem nada haver com suposta ordem do Governador em diminuir o comprimento do viaduto, foi pura e simples incompetência de quem executava a obra. O pilar em questão estava no meio da ponte então não tinha nada haver com diminuição do comprimento. Mesmo depois da correção um conjunto de pilares ficaram mais baixo que deveriam é só observar com um pouco de cuidado o segundo conjunto de pilares no sentido bairro centro está mais baixo que deveria fizeram uma concordância na lage superior para disfarçar. Estou comentando porque sou engenheiro civil e costumava visitar as obras esta estive várias vezes.

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antunes silva 17/10/2015

Esse povo merece prisão perpétua, são criminosos contumazes não pensaram que poderia morrer muita gente só pensam no dinheiro.

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3 comentários