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Cuiabá, 14 de Junho de 2026
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26 de Maio de 2013, 13h:12 - A | A

POLÍTICA / CORRIDA PELO SENADO

"Silval é favorito, mas se não concluir obras será o fim", diz analista

Silval, Jayme, Julier e Riva estão cotados para preencher a única vaga de MT no Senado em 2014

ANA ADÉLIA JÁCOMO



A disputa pela única vaga de MT no Senado, em 2014 já começa a movimentar os bastidores da política mato-grossense. Quatro virtuais candidatos procuram se viabilizar para entrar na corrida pela cadeira de senador da república. A cadeira em jogo é a do senador Jayme Campos (DEM), que se elegeu em 2006. O mandato de senador é de 8 anos. Blairo Maggi (PR) e Pedro Taques (PDT), ainda estão na primeira metade de seus mandatos, já que foram eleitos em 2010. 


Segundo o analista político Alfredo da Mota Menezes, o governador Silval Barbosa (PMDB) é o principal candidato, seguido pelo senador Jayme Campos (DEM), o juiz Julier Sebastião da Silva e o deputado estadual José Riva (PSD).


Na opinião de Alfredo as possibilidades de vitória do peemedebista se multiplicarão, caso ele consiga finalizar as obras citadas, no entanto, o argumento de que o chefe do Executivo não irá perder a chance de ser o governador durante a Copa é repudiado pelo analista.


“Serão só 23 dias de Copa do Mundo. Depois disso ele vai ficar até 2018 sem trabalhar na política? Agora, os jogos são em junho do ano que vem, se até lá não tiver nada concluído, será o fim para o Silval”, declarou Alfredo.



Diante da negativa de Silval em admitir que pretende disputar o cargo, o profissional afirma que o governador está usando uma velha estratégia política de evitar exposição antes do pleito, com isso blindando eventuais ataques.


“Silval quer uma chapa forte, com o Blairo para o Governo e a Dilma para reeleição. Se ele concluir as obras da Copa e o MT Integrado tem grandes chances de se eleger”, disse Alfredo.

 

Outro nome, que segundo o analista, pode figurar na disputa é o do senador Jayme Campos (DEM). O democrata, ao que tudo indica, deve tentar a reeleição, no entanto a situação de Jayme estaria mais complicada, posto que ele tem perdido o prestígio político em sua base eleitoral, que é Várzea Grande. Prova disso seria a derrota de sua esposa Lucimar Campos (DEM) na disputa pela prefeitura da cidade.


“O Jayme nunca entra em ‘bola dividida’. Ele só sair para uma eleição na certeza da vitória. Pode ser que ele tente se reeleger, mas terá que analisar muito bem a situação porque a derrota da Lucimar [para prefeitura de VG] o enfraqueceu muito. A imagem pública do Jayme em Várzea Grande está fragilizada”.


O juiz federal Julier Sebastião da Silva (sem partido) também foi citado pelo analista. Este, no entanto, ainda não se filiou e sequer admitiu uma possível candidatura. Seu nome é cotada tanto para o Senado como para o Governo do Estado. A legenda que mais tenta se aproximar de Julier é o Partido dos Trabalhadores (PT).


“O Julier está em um patamar mais baixo, mas também parece estar costurando uma possibilidade de eleger-se. O PT pode lança-lo para senador porque se for ele e o senador Pedro Taques (PDT) tentar a eleição para Governo vai dividir muito o eleitorado, já que eles tem o mesmo perfil jurídico. Se o Pedro foi eleito governador, o Julier passa a ser o nome mais forte no Senado para Mato Grosso”.


José Riva nunca fez questão de esconder de ninguém que seu maior desejo político é tornar-se senador, no entanto, o presidente afastado da Assembleia Legislativa é acusado de improbidade administrativa por emissão de cheques do Legislativo à empresas de fachadas, em um suposto esquema de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. O deputado terá que devolver, se condenado, mais de R$ 2,6 milhões dos cofres públicos.


O cacique do PSD nega as acusações e diz que não teve o direito de defesa respeitado pelo Judiciário. Riva ainda declarou que há um complô no Estado que se esforçar para prejudicá-lo. 

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