THIAGO ITACARAMBY
A ex-senadora Serys Marli (PT) disse em entrevista ao programa Cidade Independente, da Rádio Cidade FM, que não quer saber de ‘racha nunca mais’ no partido, referindo-se às divergências obtidas durante as candidaturas majoritárias do partido em 2010, com o deputado federal Carlos Abicalil. A ex-senadora antevê uma possível candidatura própria nas próximas eleições municipais. O nome dela e do vereador Lúdio Cabral são cogitados pela militância do partido. A definição: candidatura própria ou coligação será feita pelos delegados no próximo domingo (22).
Conforme a ex-senadora Serys, o conflito interno ocorrido em 2010 trouxe graves prejuízos para o PT estadual. Ela comentou que diante disso gerou encolhimento do partido em Mato Grosso. “Não queremos que isso ocorra novamente. Espero que a gente consiga desta vez ampliar a base municipal. Após definição de candidatura própria, com certeza o PT sofrerá uma repaginação aqui no MT”, afirmou.
Ela comentou que caso haja dois nomes para as eleições municipais haverá a necessidade das prévias. A representatividade do Partido dos Trabalhadores para o pleito de outubro começou neste final de semana durante as eleições de delegados. Foram eleitos 185 delegados, que ficarão responsáveis por representar os militantes do PT. A disputa ocorreu entre três chapas: ‘Articulação de Esquerda’, da ex-senadora Serys Marly; ‘Unidade e Protagonismo Agora’, da qual o vereador Lúdio Cabral faz parte; e ‘Militância Socialista’.
Destas, a primeira ainda está divida em defender candidatura própria ou dar apoio ao candidato de outro partido. A segunda vem com a tese de candidatura própria e com o nome de Lúdio Cabral. E a última delas ainda não anunciou um nome, mas também defende candidatura própria.
Na próxima segunda-feira (23), começa o período de inscrição para os pré-candidatos, que termina em 3 de maio. Caso haja mais de um interessado no pleito, o primeiro turno das prévias será realizado em 20 de maio e, em 3 de junho, o segundo. Já em 10 de junho é homologada a candidatura.
Sobre uma provável conjuntura com Mauro Mendes (PDT), a ex-senadora explicou que o assunto vem sendo discutido com o partido. “Temos que encarar as prévias”, desconversou. Ela explicou que o PT pode realizar qualquer tipo de coligação da base de sustentação do governo federal exceto com o DEM, PPS e PSDB.















