KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat) encaminhou, na última semana, um requerimento ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, solicitando que o órgão forneça documentos que comprovem o suposto uso irregular de dinheiro público por juízes da instituição. Segundo o sindicato, servidores denunciaram gastos do TJMT com procedimentos estéticos para magistrados e seus familiares.
No pedido, a entidade questiona o sigilo das despesas e alega que a ausência de divulgação dos gastos viola a Lei de Acesso à Informação. Conforme o requerimento, os pagamentos dos procedimentos estéticos teriam sido realizados com recursos públicos.
Em tese, o TJMT concede um benefício aos juízes para que sejam ressarcidos em caso de despesas médico-hospitalares, com relatos de pagamentos elevados. Contudo, conforme consta na denúncia enviada ao sindicato, os magistrados estariam supostamente usufruindo desse benefício para fazer procedimentos estéticos, motivo pelo qual o Sinjusmat quer levar o caso ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O
entrou em contato com o Tribunal de Justiça e foi informado de que o órgão só irá se pronunciar após a denúncia ser formalizada pelo sindicato, com a apresentação de provas que sustentem as acusações.
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Esta não é a primeira vez que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso é alvo de questionamentos sobre gastos públicos. Em dezembro de 2024, o órgão se envolveu em polêmica após a então presidente, desembargadora Clarice Claudino, autorizar o pagamento de um bônus de R$ 10 mil a cada servidor.
O caso ganhou repercussão nacional. O benefício ficou conhecido como “vale-peru” e foi suspenso após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
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