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05 de Janeiro de 2015, 09h:00 - A | A

POLÍTICA / SOBRAS DO VLT

'Se não colocarem esses vagões para rodar, vão envelhecer e estragar', diz Padeiro

Após alagamento do viaduto da UFMT, Marcelo passou a declarar que o VLT não andaria um centímetro em Cuiabá, caso não fosse entregue o projeto de drenagem.

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



O secretário de Obras Públicas de Cuiabá, Marcelo Oliveira, que exerce a mesma função pela quinta vez, em gestões diferentes, e que travou várias discussões com a Secretaria de Obras da Copa (Secopa) pela falta de um projeto de drenagem de águas pluviais no trecho em que irá passar o VLT, em Cuiabá, relatou em entrevista ao RepórterMT sua preocupação quanto à continuidade da obra e disse que espera ter mais facilidade com o governo de Pedro Taques (PDT) em conseguir o projeto cobrado.

“Eu acho que o VLT tem que ter uma solução e para o Mauro Mendes [prefeito] é solução, ou solução. Tem que ter, não pode ser diferente. Temos que dar solução. Tem ter bom senso. O governo tem que ter bom senso, o município tem que ter bom senso”, pontuou.

As críticas do secretário de Obras se acirraram quando no fim de 2014, o viaduto da UFMT ficou completamente alagado, impedindo a passagem dos veículos após uma forte chuva. A partir de então Marcelo passou a declarar que o VLT não andaria um centímetro em Cuiabá, caso não fosse entregue o projeto de drenagem. 

“Cuiabá é a capital do estado, a maior cidade do estado com 700 mil habitantes. Tem que ter resolvido esse problema. Ou vai, ou racha”, frisou.

Lembrando as dificuldades em ter as medidas necessárias efetivadas pela Secopa, o secretário avalia que com governos aliados na Prefeitura e Estado as determinações sejam cumpridas.

"Se não colocarem esses vagões para rodar, esses vagões vão envelhecer, vão estragar e aí você já viu o problema”.

“O problema é que nós temos que sentar para resolver o problema do VLT. Tem que resolver, Cuiabá não pode mais continuar com essas obras todas interditadas”, declarou.

Marcelo Oliveira ainda ressaltou que quanto mais demoram para concluir a obra, maior a chance de ter prejuízos em grande escala. 

“Nós temos R$ 1 bilhão de reais já investidos aí, sendo a que maioria não foi para a obra, a maioria está nos vagões, mas os vagões estão lá na Várzea Grande e se não colocarem esses vagões para rodar, esses vagões vão envelhecer, vão estragar e aí você já viu o problema”, criticou.

SITUAÇÃO DAS OBRAS DA COPA NO NOVO GOVERNO

O cuiabano terá de ter muita paciência ainda em relação às obras da Copa do Mundo iniciadas no governo Silval Barbosa (PMDB). Segundo o secretário de Projetos Estratégicos, Gustavo Oliveira, que passa a assumir as responsabilidades das obras da Copa do Mundo com a extinção da Secopa, todas as obras estão paralisadas desde antes do dia 31 de dezembro ou por falta de pagamento ou por questões técnicas, como a chuva.

Sendo assim, continuarão suspensas para que seja realizada uma grande auditoria sobre os estados de cada uma das obras e dos contratos também. Ele ressaltou que será feito um cronograma para ser divulgado de como essa retomada será feita. Ou seja, como já estamos no período chuvoso, um temporal mais forte vai provocar novos transtornos nesse local onde fica situado o viaduto da UFMT. 

 

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Aldo 05/01/2015

Agora esse tal de padeiro querendo resolver o interminável das obras da falecida copa... Por que não cobrou a dois anos atrás ????????

1 comentários

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