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30 de Outubro de 2026

11 de Maio de 2026, 20h:56 - A | A

POLÍTICA / EX-DEPUTADO ESTADUAL

Por completar 70 anos, Percival Muniz se livra de processo por desvio de R$ 12 milhões

Idade avançada reduz prazo de prescrição pela metade e desembargador arquiva ação penal contra ex-deputado

Reprodução

Justiça arquiva processo contra Percival Muniz após ex-deputado completar 70 anos e prazo de punição cair pela metade

Justiça arquiva processo contra Percival Muniz após ex-deputado completar 70 anos e prazo de punição cair pela metade

ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



Ex-deputado estadual de Mato Grosso, Percival Muniz foi beneficiado por uma regra do Código Penal e não poderá mais ser punido em uma ação que apura um suposto esquema de corrupção e fraudes em contratos públicos. O desembargador Gilberto Giraldelli, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), reconheceu a prescrição do caso pelo fato de o político ter completado 70 anos em março deste ano.

A investigação apura irregularidades que somam R$ 12 milhões em contratos firmados entre a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) e a empresa Bandeirantes Construções e Terraplanagem Ltda. Segundo a denúncia, os crimes de corrupção passiva qualificada teriam ocorrido entre os anos de 2008 e 2009.

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A legislação brasileira estabelece que, quando o réu atinge os 70 anos, o prazo que o Estado tem para julgar e punir um crime cai pela metade. Como o crime de corrupção passiva prescreve originalmente em 20 anos, para Percival esse tempo caiu para 10 anos. Como a Justiça só aceitou a denúncia em 2022, mais de uma década após os fatos, o tempo limite para o processo avançar estourou.

"É imperioso destacar que o benefício da redução do prazo prescricional pela idade de setenta anos deve ser aplicado tão logo o agente atinja tal marco, independentemente de já ter ocorrido o recebimento da denúncia ou a prolação de acórdão, desde que o processo ainda esteja em curso, porquanto se trata de direito subjetivo do réu decorrente de política criminal que visa conferir celeridade à punição ou, na sua ausência, reconhecer a impossibilidade de o Estado manter indefinidamente o status de submetido à persecução penal", destacou o desembargador Giraldelli ao determinar o arquivamento exclusivo para o ex-parlamentar.

Eder Moraes continua na mira

A decisão, no entanto, não interrompe o processo para o outro envolvido. A ação penal foi desmembrada e continuará tramitando normalmente contra o ex-secretário de Fazenda, Eder Moraes.

O magistrado determinou que a 7ª Vara Criminal de Cuiabá realize a oitiva de testemunhas e o interrogatório de Eder para que o caso siga para sentença, uma vez que o Ministério Público já descartou qualquer possibilidade de acordo com o ex-secretário.

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Paulo Sa 12/05/2026

Preocupa não pq vao esperar o outro chegar aos 70 ou dar 20 anos pra prescrição! Realmente, justiça é só pra pobre mesmo! Esse paga!

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1 comentários