THIAGO ITACARAMBY
“Eu havia falado para vocês determinado dia que não tinham fantasmas e estavam todos vivos”, disse o governador Silval Barbosa (PMDB). Ele se refere aos presos da Operação Vespeiro, da Polícia Civil, que prendeu na última quinta-feira (3), servidores da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz). O grupo desviou cerca de R$ 18 milhões somente nos anos de 2010 e 2011 por meio de transferências bancárias da Conta Única do Estado.
Silval Barbosa disse que a Imprensa estava equivocada em denunciar ‘fantasmas’ no caso. Segundo o chefe do Executivo estadual todas as medidas estão sendo tomadas para punir os servidores envolvidos. Três servidores da Sefaz já foram afastados dos cargos. Entre eles a coordenadora do controle da Conta Única do Estado, suspeita de liderar o esquema, Magda Mara Curvo Muniz.
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As contas correntes eram abertas em nomes de “laranjas”, que possuíam algum vínculo com Magda e sua família. Essas pessoas aceitavam gás, comida, roupas e pequenas quantias de dinheiro para abrir as contas. Segundo o auditor-geral do Estado, José Alves Pereira Filho, os “laranjas” recebiam cerca de R$ 9 mil por mês.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública da Polícia Judiciária Civil e a Auditoria Geral do Estado. No total foram cumpridos 38 mandados de prisão temporária e 38 de busca e apreensão. Os envolvidos são investigados em crimes de peculato e formação de quadrilha.
Segundo as informações da polícia, o desvio foi descoberto após o governo passar a utilizar o Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Governo do Estado (Fiplan), como sistema de pagamento.


















