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Cuiabá, 11 de Junho de 2026
11 de Junho de 2026

11 de Junho de 2026, 16h:50 - A | A

POLÍTICA / EM AUDITORIA

Ministério Público pede suspensão de descontos dos consignados de servidores em MT

Promotora afirma que empresas deixaram de fornecer documentos exigidos para revisão dos contratos

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pediu à Justiça a suspensão imediata de todos os descontos em folha de pagamento dos servidores estaduais relacionados a contratos de cartão de crédito consignado e cartão benefício consignado que estão sendo revisados pelo Governo do Estado.

O pedido foi protocolado pela promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos após o vencimento do prazo judicial de 120 dias fixado para a conclusão da auditoria dos contratos. Os trabalhos não foram finalizados.

A manifestação foi apresentada no âmbito da Ação Civil Pública que investiga supostas irregularidades na oferta e contratação desses consignados para servidores públicos estaduais.

Segundo o Ministério Público, em decisão proferida em dezembro de 2025, a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso concluísse a revisão administrativa dos contratos e estabeleceu que as instituições financeiras envolvidas deveriam colaborar integralmente com o processo, fornecendo documentos, contratos e bases de dados necessários para a análise das operações.

No entanto, o Estado informou nos autos que não conseguiu concluir a revisão dentro do prazo porque parte das empresas investigadas deixou de fornecer informações consideradas essenciais para a auditoria.

Conforme o Governo, as empresas Capital Consig Sociedade de Crédito Direto S.A., Clickbank Instituição de Pagamentos Ltda., Grupo Clickdigital Participações S.A. e Bem Cartões Benefícios S.A. teriam se recusado a encaminhar documentos e registros contratuais solicitados pelos órgãos responsáveis pela revisão. Já a Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A. não teria apresentado qualquer resposta às solicitações.

O Executivo estadual informou ainda que a Controladoria-Geral do Estado (CGE) e a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) desenvolveram um plano conjunto de trabalho e criaram o Sistema Revisa Consignações, ferramenta destinada à análise individualizada dos contratos e ao recálculo das operações financeiras investigadas.

Para a promotora Valnice dos Santos, a falta de cooperação das instituições financeiras comprometeu diretamente a execução da revisão determinada pela Justiça e impediu a conclusão dos trabalhos dentro do cronograma estabelecido.

O Ministério Público argumenta que a continuidade dos descontos enquanto os contratos permanecem sob investigação pode causar prejuízos aos servidores.

Ainda conforme o MP, os indícios de irregularidades identificados até o momento são suficientes para justificar a manutenção das medidas protetivas aos consumidores. Entre as suspeitas apuradas estão possíveis violações aos deveres de informação, transparência e boa-fé nas relações de consumo envolvendo operações de cartão de crédito consignado e cartão benefício consignado.

O MPMT sustenta que a permanência dos descontos em folha, sem a conclusão da auditoria, acaba mantendo cobranças cuja regularidade ainda está sob análise.

Além da suspensão integral dos descontos, o Ministério Público pediu que a Justiça determine a intimação das empresas investigadas para que cumpram a obrigação de cooperação já estabelecida judicialmente, encaminhando contratos, bases de dados operacionais e demais documentos exigidos pela Seplag e pela CGE para a continuidade da revisão administrativa.

Segundo o pedido, as instituições financeiras deverão apresentar os arquivos de forma completa e individualizada, sob pena de aplicação das medidas coercitivas cabíveis.

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João Ninguém. 11/06/2026

Será que o governo ou o TJ, vão dar um esperança aos falidos servidores públicos?

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1 comentários