DO REPÓRTERMT
Mato Grosso iniciou oficialmente a colheita da segunda safra de milho 2025/26, com 5,8% da área já colhida no estado, segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Na contramão do cenário nacional de quebra da safrinha, o estado mantém perspectivas positivas enquanto Goiás e Minas Gerais enfrentam perdas provocadas pela escassez de chuvas e devem puxar para baixo a produção brasileira.
De acordo com o Imea, a safra de milho em Mato Grosso mantém perspectiva otimista, sustentada pela manutenção da área cultivada em 7,39 milhões de hectares e pela revisão positiva na produtividade média, estimada em 120,28 sacas por hectare, alta de 1,32% em relação ao ano anterior. A projeção de produção estadual foi revisada para projetada em 53,35 milhões de toneladas.
A Natter iniciou a colheita do milho safrinha na Fazenda Santa Terezinha, em Vila Rica (MT), em um cenário diferente do observado nos outros estados. A empresa avalia que as condições climáticas na região favoreceram o desenvolvimento das lavouras ao longo do ciclo, mantendo o potencial produtivo das áreas cultivadas.
Segundo o diretor Agrícola da Natter, Thiago Rocha, o desempenho positivo da safra também é resultado do planejamento operacional adotado pela empresa. A Natter realizou o plantio dentro da janela ideal, intensificou o acompanhamento técnico das áreas e executou manejo fitossanitário ao longo de todo o ciclo.
“Sabíamos das dificuldades enfrentadas em outras regiões produtoras do país e acompanhamos esse cenário com atenção ao longo dos últimos meses. Aqui em Vila Rica tivemos chuvas bem distribuídas em momentos importantes do desenvolvimento do milho e conseguimos executar todas as operações dentro do planejamento, com produtividade de 120 sacos de milho por hectare”, avalia.
Ele aponta que, em poucos anos, o milho pode ter o protagonismo que a soja tem hoje como primeira opção para plantio diante da alta demanda interna.
O especialista explica que o mercado do milho está aquecido e, um dos fatores que impactam diretamente nisso, é o crescimento acelerado das usinas de etanol e a demanda pelo subproduto DDG (grãos destilados secos), usado na pecuária.
"Estamos falando de etanol de milho, que as usinas estão fabricando com o milho do mercado interno e que a cada ano cresce no Brasil”, destaca.
Foto: Colheita de milho da Natter na fazenda Santa Terezinha, em Vila Rica (MT) - Assessoria/Natter















